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Adolfo Rogélio Nunes

1951 - 2020

Cuidava de cada detalhe para que tudo saísse perfeito.

Essa é uma carta aberta de Rita para seu companheiro de vida Adolfo Rogélio:

Memórias de meu Tesouro.

Para algumas pessoas você foi Rogélio, Rogerão, para outras Adolfo, Véio; mas para mim, simplesmente Tesouro.

Nos conhecemos nessa jornada da vida e a convivência como colegas de trabalho foi me apresentando a pessoa de caráter que você era. Orgulhoso das coisas que fazia, exigia dos outros a mesma forma perfeccionista com que assumia suas responsabilidades: pontualidade e transparência nas ações.

Você Adolfo, foi na essência, meu tesouro, o que de mais precioso e valioso eu conquistei, por isso eu o chamava carinhosamente dessa forma. Você foi e será meu eterno tesouro.

Vivemos uma linda história de amor, por oito anos fomos muito felizes. Foi um breve período, mas com incontáveis finais de semana recheados de alegria, churrascos embalados por muita música, regados a cerveja e com o brilho de nosso amor zeloso com tudo o que fazíamos um para o outro. Compartilhávamos a vida com paixão e harmonia, isso nos trazia paz.

Um ano sem sua presença e continuo sentindo sua falta. Mas há um propósito em tudo isso, Deus é ciente de tudo e faz o melhor para nós, pois ele sabe o que não sabemos e vê o que não vemos.

Você será sempre lembrado como um grande homem, um pai amoroso, um avô carinhoso, amigo sincero e um companheiro que não tenho palavras pra descrever.

De nós dois, guardo memórias desse tempo tão feliz e uma saudade imensa. Levarei para sempre em meu coração seu sorriso largo e tudo que vivemos.

Agradeço a Deus por nossa linda história de amor, por um dia nossos caminhos terem se cruzado nessa jornada da vida, e a você, meu tesouro, por ter me feito tão feliz.

Me despeço de você, orando a Deus que te dê o descanso eterno, que a luz perpétua te ilumine.

Fique em paz meu tesouro, um dia nos reencontraremos. Mas até lá, você ficará guardado pra sempre no baú do meu coração.

Com amor, da guardiã do baú,
Sua Rita.

Adolfo nasceu em Santa Leopoldina (ES) e faleceu em Itabira (MG), aos 68 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado por sua companheira de Adolfo, Rita Edilene Machado. Este tributo foi apurado por Cristina Marcondes, editado por Rita Edilene Machado e Cristina Marcondes, revisado por Maria Eugênia Laurito Summa e moderado por Rayane Urani em 22 de agosto de 2021.