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Amélia Maria Fernandes de Macedo

1935 - 2020

Uma mulher que espalhava amor e nunca deixava ninguém passar necessidade.

Era viúva, seu marido, João Epifanio de Macedo, faleceu em 1996. Juntos tiveram oito filhos e adotaram três sobrinhos, quando sua irmã faleceu. No total, eram 11 filhos, 42 netos e 33 bisnetos.

A família sempre se reunia nos finais de semana na casa dela e era a maior festa, com muita falação e risadas. A galinhada era o prato principal dos almoços de domingo.

Ela foi dona de casa, mãe, cozinheira, babá e também confeiteira.

Morava em um prédio em que, na parte debaixo existem alguns comércios, inclusive a padaria de seu filho Eduardo Fernandes de Macedo, de apelido Lau, que ele mesmo administrava.

Gostava muito de passear. "Toda vez que ela ia passear, descia pra passar na padaria. Meu irmão falava: 'Eh, mamãe, já vai bater perna?', e ela falava: 'Vou e você não tem nada a ver com isso, vai cuidar da sua vida e deixa a minha. E outra coisa: Eu sou sua mãe, você é meu filho e eu vou pra onde eu quiser'", recorda a filha Alcineide, mais conhecida como Neide. A neta, Aline, conta ainda que a avó "gostava de visitar os filhos e os netos. Acordava cedo, fazia um café, pegava pão na padaria do meu tio, arrumava a casinha dela e passeava pelo bairro Alvorada, em Guarulhos. Ela era muito conhecida por lá."

Tinha uma coleção enorme de bonecas, eram muitas. Incontáveis. Fazia questão de cuidar e de limpar todas elas, sem esquecer de nenhuma.

Também era muito devota de Nossa Senhora Aparecida, sempre carregava um pingente no pescoço. "Acho que o amor de mãe que ela sempre teve, aprendeu com Maria", diz Aline, relembrando a avó que também carregava Maria no nome: Amélia Maria.

"Uma mulher generosa, que vivia sorrindo e mostrando como é bom ser feliz! Com ela não tinha tempo ruim, não dava pra não se alegrar em vê-la sorrir. Ela nos ensinava a viver todos os dias", recorda em palavras afetuosas, Aline, a sua querida avó Amélia.

O filho de Amélia, Eduardo Fernandes de Macedo, também foi uma das vítimas do novo coronavírus e faleceu quinze dias após a partida de sua mãe. A história dele você também encontra aqui no Memorial Inumeráveis.

Amélia nasceu em Bonito (PE) e faleceu em Guarulhos (SP), aos 86 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela neta de Amélia, Aline Camillo de Oliveira. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Mateus Teixeira, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 28 de julho de 2020.