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Marcus Vinicius Martins Reis

1959 - 2020

Extrovertido, pé de valsa e bom de papo. Com ele, o negócio era: "ame ou ame". E, assim foi. Amado por muitos.

Marcus era diverso: dançava, jogava futebol... Fazia de tudo um pouco, por isso, fazia muitos felizes.

Amava sua casa cheia. Adorava mexer o corpo, e assim mexia com o coração de todos. Sua alegria se tornava contagiante.

Foi um pai dedicado e herói de sua filha Maria Luiza. Cuidou dela como uma "princesinha" - maneira da qual ele a chamava. Marcus estava preparando a festa dos 15 anos de Maria Luiza que aconteceria em setembro de 2020. Um sonho que não pôde ser realizado.

Tristeza não pendurava ao seu lado. Como ele mesmo afirmava "ou me ama, ou me ama." Não existia meio-termo. Havia apenas duas possibilidades: ou você gostava dele naturalmente, ou aprendia a gostar, de tanto que ele convencia e conquistava o outro.

Partiu e deixou 4 filhos, esposa, familiares e amigos. Só nos resta gratidão a ele por ter sido um homem tão extraordinário.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela esposa de Marcus, Virgínia Souza de Moura. Este texto foi escrito por Vitória Freire.

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Para definir o compadre, com quem teve a alegria de conviver durante 20 anos, Eliezio recorre a Roberto Carlos: "amigo de fé, irmão, camarada... e e compadre!”

Marcus era também sinônimo de alto astral. Onde chegava, era só alegria. "Ele abraçava, beijava, dançava todos os tipos de músicas, um verdadeiro pé de valsa", conta Eliezio.

Sabia como levar a vida numa boa. Atencioso e educado, era muito querido e conversava tanto com conhecidos, como com desconhecidos; a ponto do compadre dizer: "Quando ele chegava em algum lugar, era difícil ir embora, pois ele parecia um vereador, falava com todas as pessoas e, o que é melhor, sem mentiras e sem prometer o que não poderia cumprir."

Também sabia de seu magnetismo, tanto que dizia que com ele não tinha meio termo: “Ou me ame, ou me ame!”.

Com seu jeito extrovertido e sempre bem disposto, contagiava o ambiente com sua presença e era diversão para as crianças também. Para elas, era o Papai Noel da alegria.

O compadre lembra também de sua maior felicidade, quando o amigo estava prestes a ter sua primeira filha e lhe disse: “A madrinha da minha filha, não sei quem será... mas o padrinho, vai ser o Eliezio”. Chegou então a flor mais bela do seu jardim: Maria Luiza, que foi a alegria e o orgulho de Marcus, que estava às voltas do grande sonho de lhe proporcionar uma linda festa de 15 anos. Tudo planejado, tudo comprado, tudo pago.

Ao compadre resta a saudade e a certeza de que o amigo nunca será esquecido. “Eu te amo!”, diz Eliezio, que agora tem, ele próprio, uma flor muito especial para zelar e cuidar.

Marcus nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), aos 61 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo compadre de Marcus, Eliezio Silva Santos. Este tributo foi apurado por voluntário, editado por Rodrigo Marques, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 16 de junho de 2020.