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Edleusa Pereira da Silva

1966 - 2020

Um amor de pessoa, deu a vida por sua mãe.

Ela era tão alegre e amorosa. Cuidava com devoção e afeto da sua família. Cheia de compaixão, unia e ajudava todos que cruzavam seu caminho. Edleusa deixou lindas lembranças e muita saudade.

De seu filho, Arthur Vicente e Silva.

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Carinhosamente chamada de “Toquinha” pelos pais e irmãos, e de “Tia Toca” por seus sobrinhos, ela não combinava com a tristeza... Amava fazer festa... Sempre dava um jeitinho pra não passar nada em branco... ela mesma organizava. Cozinheira de mão cheia, o “Caldinho de Arrumadinho” é uma especialidade que passou a existir no cardápio da família depois que Johnson, esposo, passou o ponto do feijão para o Arrumadinho. E era sempre assim na cozinha e na vida: contando com o amor como o ingrediente universal, poderoso para ressignificar tudo! "Eu te amo, visse?", dizia sempre.

“Minha tia Toca era braba que só, mas tinha um amor tão grande no coração que qualquer abraço sincero deixava ela boba. Defendia a família com unhas e dentes! Cantava alto, gostava de ver Arthur tocar; ficava besta e orgulhosa. O amava demais e sempre esteve ao seu lado. Minha tia Toca era uma mulher incrível”, conta a sobrinha Maryellen Fernandes.

Edleusa nasceu Recife (PE) e faleceu Recife (PE), aos 53 anos, vítima do novo coronavírus.

História revisada por Flávia Campos, a partir do testemunho enviado por familiares Arthur e Maryellen, em 5 de maio de 2020.