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Fábio da Conceição Araújo

1977 - 2020

Mais que um torcedor. Fábio, foi o maior prazer vê-lo brilhar.

"Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer...", bradava Fábio a plenos pulmões, em 98% dos jogos do seu time do coração. Não tinha tempo ruim para torcer pelo mengo. Viajava, se fosse preciso, só para mais uma vez estar ali, com seus queridos amigos. Claro que tinha preferência por sua segunda casa, o Maracanã. Chorou de emoção quando viu seu time ser campeão, na Libertadores. Guardava em sua memória os melhores momentos do ídolo, Zico, com a camisa rubro-negra.

Um carioca com samba no pé, todo ano estava na expectativa da Estação Primeira de Mangueira ganhar mais um carnaval. Um empresário em ascensão que vivia o sonho do próprio negócio.

Dono de uma alegria contagiante, pessoalmente e pelos grupos de mensagens pelo celular, que criava com os amigos e com a família.

O filho amado da dona Romilda. Toda sua família fica com a saudade do Fabinho flamenguista.

De sua prima, Lorraine Conceição dos Santos.

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Fábio foi um guerreiro.

Formado em educação física, não atuava na área. Trabalhou quase 20 anos no ramo farmacêutico e estava empreendendo no ramo de vendas.

Dedicado à família, cuidou honrosamente da sua mãe.

Fábio fazia de tudo para estar perto do Flamengo, seu time de coração. Adorava jogar uma pelada, nos finais de semana, curtir um pagodinho e bater um papo com os amigos.

De seu amigo, Anderson Vicente Batista.

Fábio nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), aos 42 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela prima e pelo amigo de Fábio, Lorraine Conceição dos Santos e Anderson Vicente Batista. Este texto foi apurado e escrito por Beatriz Moraes, Malu Marinho e Raiane Cardoso, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 4 de julho de 2020.