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Fernando Cezar Costa Mendonça

1958 - 2020

Se tem uma coisa que ele nunca desperdiçou, foi a chance de contar uma piada!

Fernando Machado, como gostava de ser chamado, nasceu prematuro e, de tão pequenininho, cabia numa caixa de sapatos. Mas, se tornou o ‘Fernandão’, um homem de quase 2 metros de altura, gigantemente querido por todos! Era um homem espetacular, já chegava puxando assunto e contando alguma piada.

Taí, se tem uma coisa que ele nunca desperdiçou, foi a chance de usar o seu bom humor. Fernandão era um piadista nato e fazia todo mundo se divertir junto. “Meu sogro foi o último convidado a ir embora do meu casamento. Ele curtiu tanto, como se não houvesse amanhã! Ficava repetindo: hoje é um grande dia, um grande dia!”, conta a nora Alessandra.

Filho de portugueses, nasceu no Rio de Janeiro e começou a trabalhar aos 14 anos. Tornou-se um profissional íntegro, dedicado e leal. Era o responsável pelo financeiro de uma concessionária de veículos e vestia a camisa! A verdade, é que ele se dedicava ao trabalho, como se fosse o dono da empresa! Sempre muito leal aos chefes e aos colegas. Outra camisa que ele amava exibir, era a do seu time, o Flamengo!

Mas, falar de amor para Fernando, é falar da família que ele construiu. Ele tinha muito orgulho dos dois filhos, Fernando Junior e Felipe. "Meu pai dizia que sou a sua versão melhorada e que o meu irmão, o caçula, puxou para o lado festeiro dele, igualzinho ao pai", conta Fernando Junior.

Já as suas duas netinhas são as responsáveis por amolecerem o coração apaixonado do vovô. “Mendonça, você é uma Mendonça”, gostava ele de dizer como sinônimo de força e orgulho por suas raízes. Aos domingos, fazia churrasco para receber seus queridos. Sim! Todos os domingos! Essa era a sua terapia.

“Seja o que Deus quiser, eu amo vocês”, disse em sua última mensagem.

Fernando Machado foi um grande homem, dentro de um homem grande.

Nosso amor, gratidão, admiração e saudades honram a grande história que ele viveu.

Fernando nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), aos 61 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela nora e pelo filho de Fernando, Alessandra do Pinho Bezerra Mendonça e Fernando Junior Mendonça. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Ligia Scalise, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 25 de junho de 2020.