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Marcia Maria Leodino de Mendonça

1962 - 2020

Uma mulher de fé que amava sua família e buscava ajudar todos a sua volta.

Esteve sempre presente na vida da irmã. Mas, houve uma ocasião em que mostrou-se mais fundamental do que nunca, foi quando a sua fé foi essencial no processo de cura da irmã Patricia, que estava com depressão.

“Graças a ela, por muito amor a mim, consegui sair de um quadro depressivo”, conta a irmã de “Máxima”, apelido carinhoso que deu a ela. “Ela cuidou de mim quando criança e até os seus últimos dias, ainda era aquela que se preocupava com todos nós.”

Além de sua fé inabalável, sua principal virtude era o amor.

Nunca perdia uma data comemorativa celebrada na casa da mãe. Frequentava e pregava o que vivia na sua religião e falava diariamente com os familiares pelo celular. “Ela gostava dessa comunicação, principalmente depois que veio a pandemia”, explica Patricia.

Professora de formação, era envolvida com diversas causas sociais, arrecadando doações de roupas e alimentos para pessoas em situação mais carente, mesmo quando ela mesma não tinha muitas condições. Ainda segundo sua irmã: "Sua maior mania era o amor ao próximo."

Marcia foi casada por dezoito anos e teve três filhos, além de ter criado um dos netos. Na última vez em que falou com a irmã, disse que tinha fé em Deus de que sairia do hospital e voltaria para a família.

Tributo escrito por Audryn Karolyne e revisado por Lígia Franzin a partir do testemunho concedido pela irmã de Marcia, Patricia Almeida.

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Sua irmã gostava de chamá-la de Máxima porque máxima era a fé que tinha. Acreditava que devia ajudar a todos que estivessem precisando de ajuda, fosse um familiar, amigo, vizinho.

Trabalhou no comércio e formou-se no Magistério. Desenvolveu e executou projetos sociais como a arrecadação de alimentos e de roupas para grupos sociais vulneráveis na comunidade em que morava.

Como integrante ativa da Igreja Universal, ajudou muitos com pregações, orações e mensagens de apoio, amor e carinho. Desde que ganhou um celular do filho mais velho, fazia chamadas diárias para familiares e amigos, compartilhando sua sabedoria.

Manifestava sempre sua fé em Deus e seu amor por toda a família. Deixa muitas saudades.

Marcia nasceu em Timbaúba (PE) e faleceu em Olinda (PE), aos 57 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido sua irmã de Marcia, Ana Patricia. Este texto foi apurado e escrito por Marcia Horacio Barbosa, revisado por Lícia Zanol e moderado por Rayane Urani em 4 de junho de 2020.