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Marcone Severino Silva

1972 - 2020

O fraterno amigo.

O irmão, Marcio Severino diz: "Mais surpreendente na vida é viver uma vida emergente da Severina. Esta sim, foi a marca da curta história de Marcone Severino. Sua ausência não era esperada tão repentina. Mas vamos entendendo aos poucos que, nestes dias de tanta tristeza aqui embaixo, o Criador resolveu desfrutar um pouco da sua presença lá no alto. Viva a vida!".

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"Marcone era uma pessoa muito querida por todos. Era alguém que estava sempre sorrindo e brincando. Um pai amoroso, um marido dedicado, um bom filho, um irmão preocupado e um amigo pra todas as horas. Gostava de receber as pessoas em casa sempre com mesa farta e uma boa conversa acompanhada de um cafezinho fresco. Saudades eternas é o que sentirei de você cunhado." lamenta Eliane Andrade.

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Marido de Margareth, pai de Renan e Laura. Filho de Severino (Nino Galdino) e Laura, irmão de Marta, Marli, Márcio, Mário, Fátima, Marluce, Marcos, Dinda e Lena.

Marcone era difícil de explicar, pois olhando de longe era possível observar em suas feições um homem forjado pela vida enfrentando os mais variados obstáculos para vencer. Todavia os afortunados que se achegaram tiveram a oportunidade de vislumbrar um olhar cativante e uma voz que te abraçava.

Marcone era uma pessoa alegre e disposta a ajudar. O abraço de Marcone era dos mais aconchegantes. Ele distribuía-os a todos e não era mais necessários dizer que ali estava um amigo, pois estava claro.

Pai devotado a seus filhos, entregava o que fosse preciso para vê-los felizes. Amor do mesmo tamanho tinha por sua esposa. Gostava de lembrar que "muito antes de existir Linha Amarela, saia da Zona Oeste e atravessava o Rio de Janeiro e a Baía de Guanabara para encontrar a Maragreth", na época sua namorada. Esse amor sempre esteve presente.

Conhecido por onde passava, querido em todos os lugares, Marcone era um grande construtor, que em parceria com sua esposa venceu na vida tornando realidade, nos mínimos detalhes, estruturas sonhadas por seus clientes, mas ele não realizava apenas o material, pois também concretizava amizades e transformações de pessoas pelos locais onde trabalhava.

Muitos ouviram um "eu te amo" de Marcone. Todos ouviram a verdade.
Era um músico de mão cheia e cozinheiro de pratos tradicionais de Pernambuco, além do tradicional churrasco carioca. A voz doce e encorpada aproximava todos que o ouviam cantar em posse de seu violão, onde executava uma lista de músicas, desde MPB até clássicos da música gospel brasileira.

Muitas eram a facetas de Marcone: filho, irmão, marido, pai, amigo, mas acima de tudo era alguém que queria ajudar as pessoas.

Marcone nasceu Vitória de Santo Antão (PE) e faleceu Rio de Janeiro (RJ), aos 48 anos, vítima do novo coronavírus.

História revisada por Edson Lira, a partir do testemunho enviado por , em 29 de abril de 2020.