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Maria Inêz Trindade Xavier

1957 - 2020

Os pastéis de Inêz tinham um tempero especial: era o seu sorriso salpicado de afeto, muito afeto.

Esta é uma carta aberta de Carolina para sua "tia do coração" Inêz:

Tia Inêz, como eu a chamava desde criança, quando revezava com minha bisa para me levar para a escola.

Uma mulher tão carinhosa, que o amor transbordava do seu coração.

Ao entrar em sua casa, dava de cara com ela, sorrindo, sempre cozinhando algo gostoso. Gostava de cuidar das pessoas que amava. Era sua melhor maneira de demostrar todo afeto que sentia.

Deixou muita saudade, deixou seu sorriso, seu amor e seu carinho.
Era forte, o pilar de sustentação de sua casa.

Nossa Tia Inêz, Dona Maria, a Tia do Pastel ou simplesmente Mãe... Vó.

Mãe da Karina, do Luciano, do Rafael e do Pedro. Esposa do Seu Geraldo e Avó de Samanta, Agnys e Igor.

Mulher forte, consolidava o alicerce da família, se nutria e nos nutria ao perceber todos juntos, transbordando cuidado, carinho e amor.

Dona de um coração pulsante, estar perto dela nos preenchia de um afeto quentinho e acolhedor.

O cheiro de sua comida era alimento para nossa alma, sempre acompanhado de um largo sorriso e a pergunta amorosa que nos nutria: "Como você está minha filha?"

Gaúcha de nascimento, com a vida construída em São Paulo. Quando visitava Caxias, era sempre recebida com carinho, já que parte de sua família continua por lá.

Deixa muita saudade, deixa seu sorriso e seu amor.

Maria nasceu em Caxias do Sul (RS) e faleceu em São Paulo (SP), aos 63 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela madrinha da neta de Maria, Carolina Duarte de Oliveira Lopes. Este tributo foi apurado por -, editado por Ana Macarini, revisado por Ana Macarini e moderado por Rayane Urani em 13 de janeiro de 2021.