Sobre o Inumeráveis

Maria Zilma Pinto Nogueira

1955 - 2020

Mestra na arte de ensinar, transcendeu os limites dos currículos escolares. Seu legado será eterno.

A história de uma mulher guerreira, pedagoga, professora. Mulher cheia de saúde, com um sorriso que encantava todos.

O ato de ser professor é muito mais que exercer uma profissão, dar aulas, aplicar e corrigir provas.
Ser professor é ser um agente ativo na formação de um cidadão, o que exige muito esforço, preparação, ousadia e persistência. É ter um olhar especial para o outro, buscar conhecer cada aluno e suas necessidades e, mesmo na incerteza, lutar e ir em frente.

Ser professor é ser artista. Mesmo cansado, embarcar numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender além de manter-se apaixonado pela educação, mesmo nas dificuldades, que não são poucas. É orgulhar-se do que faz, é acreditar no ser humano e na construção de um mundo melhor.

Palavras de uma justa e merecida homenagem a uma professora que foi tudo isso. Zilma Nogueira, exemplo de profissional, começou desde muito cedo sua trajetória ou melhor dizendo, sua missão como educadora.

Lecionou nas escolas Carequinha, Almirante Soares Dutra e São Raimundo Nonato, quando finalmente em um grande ato de coragem e determinação fundou em 3 de março de 1986 a escola de educação infantil Casinha Feliz, buscou qualificação graduando-se em pedagogia e logo em seguida especializando-se em gestão escolar e, a cada dia vivido aprimorava o seu dom de amar e ensinar.

Mestra nesta arte, transcendeu os limites dos currículos escolares, talvez seja esse o motivo pelo qual o método por ela desenvolvido seja tão bem sucedido, reconhecido e serve de espelho para demais profissionais do meio. Sua missão no planeta Terra foi brilhantemente cumprida e seu legado perdurará entre a humanidade eternamente.

Parabéns a tia Zilma, que ficará em nossas memórias. Todos os seu alunos são eternamente gratos.

Maria nasceu em Santarém (PA) e faleceu em Santarém (PA), aos 65 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela aluna de Maria, Vanessa Henrique. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Lourdes Morante, revisado por Monelise Vilela e moderado por Rayane Urani em 26 de junho de 2020.