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Rodilma dos Santos Araújo

1961 - 2020

Dedicou-se ao que mais amava: salvar vidas.

Mulher de inúmeras qualidades e uma grande mãe, que em nenhum momento deixava de ser amiga. Presenteou a família com tantos momentos de amor e de companheirismo, que, apesar da saudade eterna, a ausência será apenas uma questão física mesmo.

Generosa e guerreira, lutou até o fim por seu ideal: ajudar as pessoas, fazendo o que sabia tão bem e mais amava, a enfermagem. Mais do que ser uma profissão, era um dom. E ela dizia que morreria trabalhando e assim foi.

Tributo enviado pela filha, Angel Kelly dos Santos Torres.

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Guerreira. Este seria o adjetivo para descrever Rodilma.
Com muito esforço, muita luta, terminou sua formação e, depois de tanto sonhar, conseguiu o trabalho que tanto almejava na emergência hospitalar. Já viu alguém feliz em trabalhar? Rodilma era assim... E como era lindo vê-la salvando vidas, cheia de orgulho de sua profissão.

Essa alegria continuou por sete anos, até o Covid-19 chegar ao Brasil. Rodilma não abandonou seu posto e se manteve forte na linha de frente de combate. No grupo de risco por ser diabética, constantemente acalmava a família que se preocupava com ela. "Tenha fé, minha filha. A mãe está se cuidando e eu já te disse que vou morrer trabalhando", dizia Romilda. Ninguém esperava que assim realmente fosse. Passou seus últimos dias no mesmo lugar onde dizia ser sua segunda casa, sendo cuidada pela sua segunda família.
Vó amada, amiga de todos, batalhadora, a eterna enfermeira "Mozão", como todos a chamavam, partiu fazendo o que mais amava: salvando vidas.

Rodilma, para sempre será lembrada e amada.

Tributo enviado pela filha, Heyde Rose dos Santos Torres.

Rodilma nasceu em Belém (PA) e faleceu em Duque de Caxias (RJ), aos 59 anos, vítima do novo coronavírus.

História revisada por Mariana Coelho, a partir do testemunho enviado por filhas , em 15 de maio de 2020.