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Rosa Barrozo Antunes

1960 - 2020

Uma flor com um sorriso imenso e que deixava cheiro de alegria por onde passava.

Nasceu em uma família de poucas posses, no interior do Paraná. Trabalhou como doméstica desde os 12 anos, função que desempenhou até seus últimos dias.

Dona Rosa, como as pessoas a chamavam, era uma pessoa maravilhosa, que sempre estava disposta a ajudar. Mãe, esposa e amiga que todos amavam. Era impossível achar alguém que não gostasse dela. "Todos se lembram dela com um sorriso no rosto", diz sua filha Ana Caroline.

Para ela, não tinha tempo ruim. Dona Rosa gostava de uma festa e de um bom churrasco. Tudo era motivo para reunir amigos e familiares nos finais de semana. "Fazia uma comida com um sabor que não tinha igual! Adorava tomar um vinho e já estava empolgada em chamar a família para a ceia do Natal."

Tinha o sonho de se aposentar e morar na praia. Dizia que passearia o dia inteiro quando estivesse morando lá. Outro sonho dela era ter netos. "Vivia falando que a gente precisava casar logo e ter filhos, pois ela queria estragar todos dando mimos e presentes", lembra a filha.

Além dos três filhos, outra paixão dela eram os dois cachorros, Frederico e Theodoro, que ela chamava carinhosamente de filhos também.

Ana Caroline encerra dizendo que a mãe "em sua história da vida, deixou marcas. Marcas de amor em todos que a conheceram. Era simplesmente uma mulher sensacional. Por onde passava, deixava um pouquinho da sua alegria. Vai deixar muitas saudades."

Rosa nasceu em Paranavaí (PR) e faleceu em Curitiba (PR), aos 59 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha de Rosa, Ana Caroline Barrozo Antunes. Este tributo foi apurado por Lígia Franzin, editado por Marilza Ribeiro, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 28 de julho de 2020.