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Senira Coito

1976 - 2020

Tinha uma risada cativante e uma personalidade única.

O som da risada alta de Senira era conhecido por todos os moradores da Terra Indígena Xapecó, localizada no município de Ipuaçu, em Santa Catarina. Durante mais de dez anos, seu amor e dedicação pelo trabalho de agente de saúde foram perceptíveis no cuidado que ela possuía com cada paciente.

A indígena, da etnia kaingang, tinha uma personalidade única. Era extrovertida, sincera e extremamente feliz. Senira era filha única, casada, tinha duas filhas e uma neta.

Sua partida deixou um vazio enorme na Unidade de Saúde da Sede, onde trabalhava, mas ela sempre será lembrada como uma pessoa insubstituível.


Sobre o povo Kaingang

Os Kaingang estão entre os mais numerosos povos indígenas do Brasil. Possuem uma população de mais de 37 mil integrantes, que habitam mais de 30 Terras Indígenas distribuídas em quatro estados brasileiros: São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A maior parte da população se comunica na língua kaingang e há também falantes de português.

Senira nasceu em Xanxerê (SC) e faleceu em Xanxerê (SC), aos 44 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela colega de trabalho de Senira, Aline Paliano. Este tributo foi apurado por Aline Khouri, editado por Aline Khouri, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 24 de setembro de 2020.