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Thelmo Trilha Sym

1954 - 2020

Mais que um bom médico, um verdadeiro herói.

Médico ginecologista e obstetra, marido, pai, filho, primo. O amigo que todo mundo queria por perto.

Generoso e atencioso ao extremo. Dono de um bom humor inigualável.

Cuidou de sua prima Thânia com Coronavírus à distância. Ela, em Nova Friburgo; ele, no Rio de Janeiro.

"Que Deus o tenha recebido em sua infinita bondade. A gente se encontra, primo!", despede-se a prima Thânia.

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Ginecologista obstetra, sua vida toda foi dedicada a cuidar e trazer à vida os filhos das pacientes que viam nele muito mais que um médico. Atencioso, bem-humorado e um grande profissional, era amigo, conselheiro e bom ouvinte. De um coração enorme.

Exercia com zelo a profissão, assim como cuidava diariamente dos pássaros. No coração, o amor intenso pelo Fluminense e por Rio das Ostras, onde adorava passear, pulsava fortemente. No tempo livre, estava sempre acompanhado de um bom livro. E claro, curtindo a cervejinha e o vinho de sempre!

Dos dois casamentos, quatro filhos. No primeiro, com Eliane, foi presenteado com três: Thelmo, Felipe e Rodrigo. Da união com Martha, a segunda esposa, veio Nathalia, sua primeira filha.

Mas tinha os netos. Um deles, em sua homenagem, recebeu seu nome, que era o mesmo do pai, do avô e do biso. Assim, com o neto mais velho, a dinastia dos Thelmos seguiu seu fluxo, com 4 sementinhas.

Viveu momentos únicos e de felicidade sem limite com os filhos. Thelmo, um deles, guarda em seu coração o pai incrível que teve. "Ele era um bom pai, um bom filho, um bom médico. Um ser humano difícil de encontrar nos dias de hoje.

Quando criança, ele levava os filhos para pescar. Numa dessas vezes, um siri atacou minha mão. Ele, na mesma hora, pegou a faca e acertou o siri. Essa é a imagem que tenho do meu pai: meu herói, meu ídolo, meu espelho, aquele que sempre estava lá quando eu precisava".

Mesmo com covid, Thelmo não abria mão de cuidar. O filho Thelmo, também doente, recebia estímulos do pai, que o lembrava de fazer ginástica pulmonar para ajudar a respiração. Ele era assim o tempo todo: preocupado com o próximo e dedicado em cuidar.

Sua partida comoveu uma legião de pessoas que o admiravam. A família recebeu inúmeras mensagens de carinho dedicada à memória do médico que era, sobretudo, um ser humano inesquecível.

Thelmo nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), aos 65 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pelo filho de Thelmo, Thelmo Pinheiro Sym. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Weslley Carvalho, revisado por voluntário e moderado por Rayane Urani em 26 de maio de 2020.