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Timóteo de Matos

1946 - 2020

Fisioterapeuta que só não curava a dor de amor; mas na escrita, curava até as dores do mundo.

Ele mesmo dizia que só não curava dor de amor, mas que todo o resto ele conseguia. Era um exímio profissional; doava-se aos pacientes com a sua dedicação e a paixão pela profissão.

Sempre alegre, carregava consigo um sorriso cativante, que resplandecia combinado com a sua vontade de viver, contagiando a todos com os sentimentos bons que exalava.

Timóteo usou toda a sua inteligência, carinho e ética para ajudar os pacientes, os vizinhos e os amigos próximos, e tornou esta missão o propósito de sua vida.

Era generoso e gentil, amava a esposa e os filhos e sonhava com um mundo melhor e mais justo, no qual depositava toda a sua esperança.

Despejava toda a sua vivência, virtudes, sentimentos e inteligência no papel, usando a escrita como um modo de transparecer a sua bela essência. Pouco se sabe sobre suas publicações, mas seu sobrinho afirma que “com o pouco que tivemos oportunidade de ler, foi possível ver sua alma gentil e generosa, o que só a literatura é capaz de mostrar”.

Escritor, fisioterapeuta e conhecedor das circunstâncias e vicissitudes mundanas, Timóteo esperava que existisse um lugar como o céu, mesmo não sendo muito religioso; idealizava este lugar como sendo um ambiente calmo, em que os justos pudessem permanecer e descansar. E que ele tenha encontrado este lugar, ao lado de todas as pessoas justas e generosas, e que esteja descansando e sorrindo para o mundo.

Timóteo nasceu em Porto Alegre (RS) e faleceu em São Paulo (SP), aos 74 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo sobrinho de Timóteo, Celso Arimatéia. Este tributo foi apurado por Thaíssa Parente, editado por Diego Eymard, revisado por Juliana Holzhausen e moderado por Rayane Urani em 28 de julho de 2020.