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Umberto Delanieze

1958 - 2020

Uma trilha de vida de amor, com paixão pelas duas rodas, a família e o trabalho.

Dos quatro filhos do casal Francisco e Ismeralda, Umberto era o terceiro. Antes dele, nasceram Sandra e Silvana; depois, Chiquinho – Francisco Antônio, o irmão que acompanharia cada passo de Umberto também no trabalho cotidiano por mais de cinquenta anos.

Sandra, que faz esta homenagem, conta que a infância familiar foi repleta de amor. “Nossos pais foram pessoas muito simples, e nos deixaram um legado de amor e afeto”. Sobre o irmão, Umberto, ela diz, "foi um sujeito muito dedicado à família, aos amigos, ao grupo de motociclistas A Velha Guarda, do qual participava, e ao trabalho. O seu amor maior foi a filha Melanie, nascida da união com Maria José Marinho."

Betinho, como Sandra chamava o irmão, teve uma juventude feliz. Adiou o quanto pôde o casamento e a paternidade. Quando Melanie nasceu, ele já tinha 46 anos. A menina e a esposa Maria José eram o centro da sua atenção nas horas livres, em que não estava trabalhando com o caminhão da empresa herdada dos pais. O trabalho, era dividido e compartilhado com Chiquinho, o irmão querido.

Madrugava cedo o Umberto. Todos os dias, às 4h da manhã, a alvorada era dada na residência da família. Umberto não faltou um dia sequer ao trabalho, por mais de quarenta anos.

Betinho era um homem de bem com a vida; brincalhão, sorridente, muito zeloso da filha Melanie, com quem costumava passear pela capital paulistana, onde nasceu, viveu e torceu pelo Palmeiras — time do coração da família.

Com uma diferença de vinte e um anos, Umberto partiu em 29 de maio, mesmo dia do falecimento da irmã Silvana. O irmão, pai, marido e amigo vaidoso, que amava um perfume e um óculos de sol, deixa saudades e ótimas lembranças. “Betinho, a gente te ama muito”, enfatiza a irmã mais velha.

Umberto nasceu em São Paulo (SP) e faleceu em São Paulo (SP), aos 62 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela irmã de Umberto, Sandra Delanieze Bottini. Este texto foi apurado e escrito por jornalista Patrícia Coelho, revisado por Maria Eugênia Laurito Summa e moderado por Ana Macarini em 10 de setembro de 2021.