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Valdemar Gomes de Sousa Junior

1973 - 2020

Negro, de família humilde, militante, professor, pai, amigo e profundamente humano, via esperança em tudo.

Um ser humano inigualável, trabalhou por 24 anos na rede pública e sempre acreditou na mudança do mundo através da educação. Era apaixonado por ensinar e por aprender. Ajudou na criação do cursinho popular da PUC para que outras pessoas pudessem alcançar o mesmo que ele e chegarem aonde chegou. Lutava com toda garra contra injustiças sociais.

Terminou seu doutorado pouco antes de partir, não teve tempo de ter seu diploma nas mãos.

"Como marido e companheiro, foi o melhor que qualquer mulher poderia sonhar. Vivíamos tudo intensamente, sem medo de ousar. Eramos amigos e cúmplices, nos jogávamos em tudo. Viajamos, comemoramos e sorrimos... sempre juntos. Não havia quem não se sentisse bem ao lado dele", relata Lidia, sua esposa.

"O orgulho que sinto desse homem não cabe no meu peito. Ele faz uma falta enorme em casa e em nossas vidas. Nos ensinou a ver simplicidade nas coisas, a ser humildes, nos ensinou também o verdadeiro significado de amar e de ser amado", conta a filha Letícia Aparecida Fonseca de Sousa.

Foi um grande amigo e companheiro de muitos. Era apaixonado por jogos de tabuleiro. Deixa muitas saudades do seu tom de voz alto, acompanhado por uma maravilhosa risada contagiante. E essa saudade se estende, inclusive, para o seu cachorro, que continua esperando por ele.

Valdemar nasceu em Miracema do Tocantins (TO) e faleceu em São Paulo (SP), aos 47 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela esposa e pela filha de Valdemar. Este tributo foi apurado por Laísi Rocha, editado por Bianca Ramos e Flavia Campos, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 8 de junho de 2020.