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Maria do Nascimento Pereira de Souza

1938 - 2020

A sogra que todo genro gostaria de ter. Apoiando ou repreendendo, sempre foi como uma mãe amorosa.

Álvaro, genro de Maria, escreveu a seguinte homenagem a ela:

"Já perdi alguns entes queridos, mas a dor de perder você é interminável. O que falar de você? Que é a sogra que todo genro quer ter! Nesses vinte anos de convivência aprendi a amá-la como se você fosse minha mãe. No fundo, a gente sentia isso.

Quantas vezes você me apoiou quando precisei! E também me repreendeu quando estava errado. Era um comportamento de mãe para filho. Não só comigo, mas com todos os seus genros.

Não passava um dia sem que um de nós fosse visitá-la. Todos os dias você recebia a visita de um. Eu, nem que fosse pra tomar um cafezinho, lavar a xícara, arrodear a mesa e sair. Mas você nos deixou, e em nossa família, em nossas vidas, ficará um imenso vazio.

Quantas vezes você me tirou no amigo invisível no Natal! Perdi as contas, parece que tinha uma chama. E eu ganhava aquele belo presente de causar inveja.

Sou muito feliz por isso. Obrigado, dona Sinhá, por tudo! Que Deus a receba em sua Glória. Você estará em minhas orações."

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Esta é uma carta aberta da filha de Maria do Nascimento, Maria Evoneide:

Minha mãezinha, mulher batalhadora que criou seus 13 filhos com muito sacrifício. Costureira e quebradeira de coco no interior do Maranhão, em Aldeias Altas. Sempre foi nosso orgulho, com alegria no rosto, amorosa com os filhos, gostava de ter a família reunida.

Minha mãe, você sempre nos protegeu. Seu sorriso largo e sua autoestima estará para sempre em nossos corações.

Te amo mãezinha!

Maria nasceu em Aldeias Altas (MA) e faleceu em Caxias (MA), aos 82 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo genro e pela filha de Maria, Álvaro Luís de Ásia Andrade e Maria Erivoneide Pereira de Souza. Este tributo foi apurado por Thaíssa Parente, editado por Joaci Pereira Furtado, revisado por Paola Mariz e moderado por Rayane Urani em 13 de agosto de 2020.