1928 - 2020
De linha em linha, foi costurando que Zirinha esteve presente nos momentos especiais da vida de muitos.
Há muitas maneiras de marcar a vida de uma pessoa. Alzira fazia isso por meio das roupas que costurava. De linha em linha, garantia sua presença nos momentos especiais da vida de alguém - costureira talentosa, vestiu inúmeras noivas e pessoas de seu entorno.
Zirinha, como era chamada a matriarca, era fã de uma boa pizza. Mesmo com a idade avançada, era só ouvir um convite que respondia: "Se alguém me levar, eu vou!"
A fé era uma constante na vida de Zirinha. Enquanto teve forças, fez questão de frequentar, sempre que possível, a igreja evangélica.
Foi mãe, avó, bisavó e jamais admitiu que falassem mal de seus familiares. Sempre prezou por reunir, para uma boa refeição, aqueles que amava: o guando era sua especialidade.
Amou Denir, pai de seus filhos, até seu último suspiro.
Alzira nasceu em Maricá (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro, aos 92 anos, vítima do novo coronavírus.
Tributo escrito a partir de testemunho concedido pelo filho de Alzira, Paulo Roberto Ribeiro. Este texto foi apurado e escrito por jornalista Bárbara Mendonça, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 29 de agosto de 2020.