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Eduardo Gabriel do Couto

1934 - 2020

Um avô para ficar na saudade.

Eduardo Gabriel era conhecido como “Eduardo Cassemiro” e sentia grande orgulho de ter chegado à marca dos 80 anos forte e com uma aparência física que não entregava a sua idade.

Era a rocha forte de sua família, a quem dava conforto e segurança, apoiava em tudo e a todos, era a força que levantava nos momentos de incerteza e de vulnerabilidade.

Foi bom pai e excelente avô, não um avô qualquer, mas um avô amigo e confidente que deixou como grande legado o exemplo de superação e determinação.

Nunca desistia das lutas da vida. Passou por todas as mais diversas provas, de forma resistente, e delas saiu vencedor, alcançando todos os seus objetivos.

No ano de 1993, quando perdeu um filho e uma neta em um acidente de carro, usou essa difícil experiência para melhorar sua passagem na Terra, deixando para trás os vícios do alcoolismo e do tabagismo.

A filha e as duas netas, que tanto o amaram e continuam amando, não imaginavam que sua partida seria tão de repente e não se sentiam prontas para a despedida.

Seguirão em frente, sentindo sua falta nas conversas, nas lembranças dos momentos felizes vividos juntos, nas memoráveis idas à pastelaria. E, mesmo tendo no coração o sentimento de que o mundo não será mais o mesmo sem ele, o conforto está em saber que a sua generosidade abriu portas no Céu e seguem na sua crença e certeza de que um dia se reencontrarão.

Eduardo nasceu em Santa Rita de Caldas (MG) e faleceu em Poços de Caldas (MG), aos 86 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela neta de Eduardo, Bruna Couto Ferreira. Este tributo foi apurado por Andressa Vieira, editado por Vera Dias, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 16 de novembro de 2020.