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Francisco Lima Duarte

1972 - 2020

Tinha um grande dom: o de unir pessoas. Pra ele todos eram amigos e tudo era sobre amizade e amor.

Para a maioria, ele era Chiquinho, ou então Chachá, para os amigos de longa data.

Quem passasse na lanchonete onde trabalhava, saia de lá saciado também de afeto. Uma conversa com o maranhense tinha o efeito de um abraço.

As mesmas mãos que preparavam o cardápio bordavam fantasias para o carnaval. Pois Chachá batia ponto nos desfiles de escola de samba.

Viajar era sua outra paixão. Há um ano, realizou o sonho de conhecer Fernando de Noronha e visitar os amigos que vivem no Arquipélago.

Foi um criador nato de frases de efeito. Anarquia na boca dele era interjeição. E para usar sua expressão mais proferida, você arrasouuuu, Chachá! Sempre.

Da amiga, Erika Maria.

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Chiquinho, como era conhecido, foi um homem de sorriso largo

Pai de todos sem ao menos ter tido um filho, irmão, amigo, companheiro fiel, sempre tinha uma palavra de conforto, não importava qual fosse o nosso problema. Aliás, pra ele não existia problema, tudo podia ser resolvido com paz e tranquilidade.

Seu legado foi com certeza o amor, puro, verdadeiro, sem interesse.

Nosso Chiquinho se foi mas as palavras e a vontade que ele tinha de viver jamais serão esquecidas.

Da amiga, Karla Delucca.

Francisco nasceu Maranhão e faleceu São Paulo, aos 48 anos, vítima do novo coronavírus.

Jornalista desta história Mariana Quartucci, em 20 de maio de 2020.