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Jorge Ramos Pereira

1954 - 2020

Não tinha vergonha de dizer que amava e oferecia abraços carinhosos.

Ele nasceu no Rio de Janeiro e ainda bebê mudou-se com a família para Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.

Casado com a irmã de Juliana, de quem também era padrinho de batismo, teve três filhos e a netinha, Alicia, que amava muito vovô Jorjão.

Trabalhava junto com o filho em uma empresa de calhas.

Bem-humorado com ele era, gostava de expressar seus sentimentos. “Meu padrinho não tinha vergonha em dizer que nos amava, e oferecia abraços carinhosos a todos ao seu redor”, recorda a cunhada e afilhada, Juliana.
A família é muito grande e sempre gostavam de encontrar todos e comemorar. “Recordo das festas, ele gostava muito de dançar, do jeito dele, meio bagunçado. Gostava muito de tirar fotos, de estar junto nas fotos da família. Gostava de piada também”, diz Juliana. Além disso, Jorge também gritava seus bordões nas comemorações, como “Salve Jorge”, “Me dê motivo”, “Brigaduuu” e “Nota 10”.

Sonhava em viajar com a família para ir até ao bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, aonde nasceu. Ele também sempre dizia: “Te vejo no céu”, onde está agora o nosso “Nota 10” com o seu bom humor.

Jorge nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu em Mogi das Cruzes (SP), aos 56 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela cunhada e afilhada de Jorge, Juliana Machado Franco Matos. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Mateus Teixeira, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 3 de outubro de 2020.