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José Antônio Rabelo

1953 - 2020

Um homem de palavras sábias, festas e cervejinha.

Ele teve “uma infância gostosa” no interior maranhense, contam as filhas Edvirge e Érica: “Caçava passarinhos, ficava escondido para ver as meninas se banhando nos riachos, deixava as professoras de cabelo em pé”.

Depois, mudou-se para a capital para estudar. Em São Luís fez muitas amizades. E se casou com uma professora, com quem teve as duas filhas. Mais tarde veio um casal de netos “que foram suas paixões. Por onde passava, falava desses netos”.

Na juventude, foi jogador de futebol. Gostava de festa, de uma cervejinha. “Carnaval era com ele mesmo”, continuam as filhas. “Soube aproveitar a vida.” Adorava animais e mantinha um terreno ao qual reservava boa parte de seu tempo “cuidando de seus gados com dedicação e carinho”.

Generoso, “era metido a médico: medicava as pessoas e dava certo”, lembram as filhas. Respeitado, José Antônio era o tipo sisudo, característica que o tom grave da voz acentuava. Mas tinha sempre “palavras sábias”, o “conselho certo” e um “coração gigante”, concluem Edvirge e Érica.

José nasceu em Vitória do Mearim (MA) e faleceu em São Luís (MA), aos 67 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelas filhas de José, Edvirge Jardim Rabelo e Erica Rabelo. Este tributo foi apurado por Andressa Vieira, editado por -, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 18 de agosto de 2020.