INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

São Luís (MA)

Altaíde de Fátima Fontenele Ataíde Lima, 66 anos

Sua vontade de viver era imensa. Agora, ela diria: "O medo de escuro passou! Não fiquem tristes, eu fui feliz!"

Ammanda Christina Moreira Lima Miranda dos Santos, 41 anos

Fazia questão de preparar as sobremesas dos almoços em família e adorava tomar um cafezinho no final da tarde.

Ana Caroline Barbosa Mesquita, 31 anos

O dia melhorava só de ela falar contigo.

Anselmo Santos Conceição, 71 anos

No fim do dia, os clientes o procuravam para passar horas conversando com ele.

Antônio Carlos Silva Rosa, 65 anos

"Eu amo minha família!", dizia o Sargento. Seu caráter e sua dignidade eram motivos de orgulho.

Antônio Barbosa de Albuquerque Júnior, 49 anos

Foram 49 anos bem vividos de um herói da educação com 27 anos de magistério.

Antonio Carlos Durans Diniz, 36 anos

Acordava às 4h da manhã para conversar com suas plantas e esperava a esposa acordar para tomarem café juntos.

Antônio Cizino Pimenta, 87 anos

A fartura era sua marca. Recebia os amigos e familiares com muita comida, bebida e também com piadas.

Antonio Ribeiro Garcia, 74 anos

Poeta, ele gostava de improvisar versos. Tocava saxofone e contava boas histórias.

Auro Asterio Azevedo Pereira, 52 anos

Um excelente filho, marido, pai e profissional. Comprometido com a profissão, mesmo na pandemia.

Carlos Alberto de Araújo e Silva, 65 anos

Dono do melhor sorriso do bairro, ele coloria as ruas com alegria e irreverência.

Carlos Cardoso Paes, 58 anos

"Deixa Deus agir na sua vida, assim como eu o deixei agir na minha", dizia ele.

Cláudio Cardoso de Almeida e Silva, 59 anos

O presente sempre foi o seu tempo verbal favorito.

Clene Sotero, 53 anos

Aguerrida defensora da educação, foi exemplo de dedicação e amor ao ensino.

Davina Sales Pontes de Carvalho, 85 anos

Mãe, avó, bisavó e, sobretudo, amiga de todos que encontrou.

Deyse Lúcia Costa Salles, 63 anos

Ela equilibrava poeticamente seu jeito meio doido com a capacidade de ser a melhor amiga que alguém podia ter.

Dinoca Pereira, 65 anos

Uma mulher guerreira, uma mulher de Deus.

Dulcimar Teixeira Leite, 77 anos

Com a mente sempre positiva, ela lutava pela realização de seus projetos.

Edmilson Correa, 67 anos

Metido a brabo, mas era só aparência. Um homem lindo e romântico.

Edson Sá de Alencar, 67 anos

Suas últimas palavras em vida foram: "Continuarei a lutar bravamente. Não baixo a guarda!"

Eliezer Araújo Moraes, 55 anos

"Coloca uma música do Fagner pra mim", era o que ele sempre pedia.

Elis Mara Dantas Lima, 47 anos

Mulher das coloridas festas do Maranhão. Teceu a vida como quem prepara uma fantasia do Bumba meu boi.

Emmanuel de Azevedo Ribeiro, 90 anos

Um homem forte, justo e vitorioso.

Euzebio Magno Lopes dos Santos, 69 anos

Contornava as dificuldades esbanjando alegria.

Euzebio Napoleão Mendonça, 72 anos

O homem do povo, que tinha como uma de suas maiores paixões cuidar e salvar vidas.

Fernando José Silva Freire, 69 anos

Como o "bon vivant" que era, vivia e não tinha vergonha de ser feliz, assim como ensina a música de Gonzaguinha.

Francisco das Chagas Santos, 66 anos

Aproveitou ao máximo todos os momentos com a sua família.

Francisco das Chagas Oliveira, 74 anos

Com nome de santo, um homem de fé e do interior. Guardava com carinho as memórias de sua distante terra natal.

Francy Jane Silva Carvalho, 41 anos

Dona de uma alegria que irradiava como a luz do Sol.

Giselle Nascimento Santos, 36 anos

Feita de amor, empatia e vontade de viver da cabeça aos pés.

Haroldo Macedo Fontoura, 64 anos

Sede de conhecimento. Eterno pesquisador. Dizia sempre: "Faça o que digo, não o que faço."

Helena Evanildes Alves Costa, 77 anos

Costurava muito além das roupas. Em vez de clientes, fazia amizades e laços duradouros.

Herbert Pereira Bruzaca, 91 anos

Existir não lhe bastava, queria povoar o mundo com gestos de carinho e gratidão.

Iloivaldo Araújo Rodrigues Junior, 44 anos

Honrou pai e mãe, amou minha família, fez as pazes com Deus.

Iracymar Corrêa Ferreira, 85 anos

Sempre acolheu a todos. Dizia que sua casa era da família e que sempre cabia mais um.

Ivaneide Silva Pereira Santa Barbara, 61 anos

As calçadas de São Luís do Maranhão vão sentir saudades da Nega. Do bate-papo, das histórias e de seus conselhos.

Jorge Edson Castro, 51 anos

O homem de mil filhos.

José Bráulio Sousa Ayres, 66 anos

Como um enviado de Deus, colocou-se à disposição dos seus semelhantes. Deixa uma multidão de órfãos.

José Maria Brito, 62 anos

Generoso, corintiano, amante de música e dedicado à família, levava alegria aonde fosse.

José Mesquita Melo, 78 anos

Gostava mais de ficar em casa, em frente à televisão, do que de sair.

José Raimundo Nunes Lima, 66 anos

Ele virava criança só para ver a neta feliz.

José Ribamar Berredo Urbano, 72 anos

Seu Urbano era a prosa sem hora para acabar.

José Ribamar Oliveira Silva, 79 anos

Exemplo de força, persistência, dedicação e superação.

Júlio Newton dos Santos Salgueiro, 76 anos

Competência e dedicação técnica e humana marcaram sua trajetória.

Luciana Silva da Cruz, 85 anos

Adorava abençoar os outros e sempre dizia: "Deus te dê saúde".

Luiz Carvalho Bertholdo, 72 anos

Possuía três nomes: Luiz, Bolivar e Artista.

Luiz Osmani Pimentel de Macedo, 68 anos

Talvez se doar tenha sido o que ele mais fez durante sua passagem pela terra.

Luiz Pazzini, 66 anos

Ator e diretor, ele revolucionou o teatro do Maranhão.

Marcio Glauco Correa de Jesus, 44 anos

Um espirito aventureiro que adorava a família, os animais e espalhava felicidade por onde passava.

Maria Augusta de Abreu Aragão, 64 anos

Gostava da casa cheia. Era conhecida por dar conselho de graça.

Maria José Pinheiro Costa, 77 anos

O sorriso no rosto era o caminho escolhido por ela para levar a vida de forma leve.

Maria Lúcia Costa Freire, 63 anos

Se irritava com o barulho, mas a maior alegria dela era ver a casa cheia de gente.

Maria Madalena de Almeida Dias, 64 anos

Muito católica, a fé de Maria era inabalável. A satisfação de quem amava era sempre sua prioridade.

Marilza Saraiva, 57 anos

Sempre tinha pelo menos um afago, um gesto de carinho para fazer.

Natalia Murad Viana Pereira, 22 anos

A cor preferida dela era laranja, às vezes rosa. Na verdade, Nat era colorida.

Nelzimar Chagas Carvalho, 75 anos

Temperou a vida com amor, alegria e simplicidade.

Nilza Araújo Lindoso, 83 anos

Nunca negava o seu abraço acolhedor, que tinha o poder de revigorar as forças de quem o recebia.

Raimunda Serra dos Santos, 89 anos

Mulher virtuosa, generosa, batalhadora e solidária. Dona Mundiquinha era puro amor.

Raimundo Lima Mendes, 79 anos

Sua paixão era cuidar do próximo. Tinha a missão de servir a quem precisasse de ajuda.

Regina Vieira da Silva, 63 anos

Mais conhecida como Raimunda , ela dividia seu prato de comida com quem precisasse.

Renato Rocha de Sousa, 50 anos

Era a música da casa, dono de uma risada solta, de uma palavra gentil.

Roberto Fernandes, 61 anos

Um jornalista incisivo nas críticas políticas, mas sempre de bom humor.

Rosália França, 73 anos

Com um sorriso contagiante e um amor imensurável, ela era a alegria das viagens em família.

Rosalina Borges Ferreira, 86 anos

Sempre que a bola dos filhos caía na casa do Seu Cunha, ia pessoalmente e só saía de lá com a bola em mãos.

Rosivaldo Costa Araújo, 42 anos

Um tapeceiro que gostava de ouvir música em alto e bom som.

Rubem Rodrigues Ferro, 76 anos

Mestre dos livros e da arte de ensinar.

Sérgio Henrique Saraiva Costa, 40 anos

Batalhando até o seu último minuto, nunca disse que a vitória estava perdida.

Sérgio Luís Mendonça Alves, 46 anos

Deu a seu único filho o nome do primeiro rei Ioruba, Okambi, e como professor deu força à palavra “liberdade”.

Silvestre Carvalho Vieira, 79 anos

Um macho vaidoso e gentil, dono de um “avião” e de uma “fazenda”.

Suelen Silva Ferreira, 35 anos

Na arte, nos doces, na família e com os amigos, uma pessoa inesquecível.

Terezinha de Jesus Coutinho, 82 anos

Mulher guerreira, de uma fé inabalável.

Walter Pires Veras, 36 anos

Para ele não tinha tempo ruim, sempre era dia de comemorar a vida.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa