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José Francisco dos Santos

1958 - 2021

Sinônimo de simpatia, Francisco era doce assim como Chiclete, seu apelido.

Sorriso chiclete. Assim o senhor José Francisco era conhecido e não desgostava, pelo contrário. Hora o chamavam de sorriso, hora de chiclete, hora por ambos. O apelido surgiu por duas características: a primeira pelo sorriso marcante e presente, a segunda por sempre estar mascando uma guloseima.

Seu Francisco deixou uma família linda, formada somente por mulheres: a esposa e companheira de quase 30 anos, Roselene, e seis filhas. Sua família era sua força motriz, sua maior e completa paixão.

Além de sua família, o trabalho era outro ardor que mais lhe trazia felicidade e orgulho. Chiclete trabalhou em todas as empresas de viação de Maceió, sendo mecânico, cobrador e motorista. “Sempre que possível, ia para o trabalho com ele. Eu era muito apegada a ele, muito mesmo”, declarou, Francilene Evellyn, uma das filhas de Francisco.

Doce com os amigos, com a família e principalmente com os netos. Aproveitava cada minuto com eles, subia no pé de manga para pegar o fruto diretamente do galho e agradá-los. Sempre que cabia, arrancava sorrisos e gargalhadas de todos com resenhas e brincadeiras aleatórias.

Seu netinho Arthur Francisco, de cinco anos, carrega o nome do avô em homenagem a ele. O filho de Francilene, “ainda não entende muito bem o que aconteceu com o avô, mas sempre comenta dos momentos que assistia a filmes com “vovô Francisco”, relata Francilene.

José Francisco será sempre lembrado pelas 7 mulheres da sua família como o porto seguro, a rocha, a base daquele lar. O “chiclete” jamais sairá da lembrança dos amigos. Já para os netinhos, as peripécias feitas junto do avô é o que ficará na memória.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela filha, Francilene Evellyn. Este texto foi apurado e escrito por Cairo Martins, do Projeto Memoráveis Alagoas.

José nasceu em Igreja Nova (AL) e faleceu em Maceió (AL), aos 62 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela filha de José, Francilene Evellyn. Este texto foi apurado e escrito por jornalista Cairo Martins, revisado por Luana Bernardes Maciel e moderado por Rayane Urani em 7 de junho de 2021.