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Luan Djailton da Silva

1994 - 2020

Amava os gatos por ter, assim como eles, uma alma intensa: ora maré mansa, ora tsunami.

Era capaz de passar horas inteiras absorto em reflexões e conversas profundas acerca de suas recentes descobertas sobre as dores e as delícias de ser um filho de Iemanjá.

Com seu carisma, sabia ser amigo, parceiro e companheiro. Sempre amigável, mas jamais alguém de quem pudesse se esperar a adaptação a uma vida “mais ou menos”: era intenso, uma força da natureza.

A leitura fazia parte de sua vida, de sua busca por conhecer e descobrir o mundo; lia tudo o que pudesse ter em mãos ou diante de seus olhos.

Era um apaixonado pela elegância, liberdade e independência dos felinos.

Dedicado, colocava sua atenção, responsabilidade e capricho em tudo o que fazia; sempre fez o seu melhor, independente das circunstâncias.

Deixará saudades para quem dividia os dias com ele, pois era “um oceano de amor”.

Luan nasceu Rio de Janeiro e faleceu Rio de Janeiro, aos 26 anos, vítima do novo coronavírus.

Jornalista desta história Ana Macarini, em entrevista feita com primo Aldo, em 23 de maio de 2020.