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Manoel de Amorim Gomes

1972 - 2020

Um eterno “jovenzinho” alegre. Amava se divertir com as bobeiras da vida.

Manoel tinha uma conexão profunda com sua mãe Ivonete, sempre compartilhavam suas histórias. Junto com seu pai Adolfo, já falecido, formavam uma linda e carinhosa família.

Filho único, sempre foi brincalhão, divertia-se muito com suas bobagens. Cresceu e, com seu jeito alegre, conheceu diversos irmãos e irmãs, apresentados pela vida. Gostava de protegê-los e fazia tudo para que as pessoas ao seu redor fossem felizes.

Trabalhava há muito tempo como segurança no Anhembi. Atencioso e gentil como era, chamava todos os visitantes de “jovenzinhos”, sendo esse o apelidado colocado nele, por seus amigos: “Jovenzinho”.

Companheiro de Cassia por quatro anos, viveram intensos momentos de felicidades. Em 2019, casaram-se no civil. Manoel festejou e, com um grande sorriso no rosto, dançou muito, a ponto de transmitir sua energia e emoções através dos seus movimentos.

Adorava fazer churrasco e passar o tempo com a família. Tinha uma filha, Julia, e duas enteadas, Rebeca e Keroly. Sempre foi muito amoroso com elas e cuidadoso com sua mãe. “Era a pessoa mais amável que já conheci... Sempre foi trabalhador, um homem íntegro e de caráter. Vamos sempre nos lembrar dele”, finaliza Cassia.

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Esta é uma carta aberta de Alex Andrade para seu amigo, Manoel:

A perda de um amigo nunca se esquece ou se ultrapassa. É um momento de dor e muitas lágrimas, que deixa uma marca eterna. Eu sei, pois eu perdi um grande amigo para sempre e é uma dor de apenas um sentido, é um vazio que nasce para sempre, é uma tristeza que carregamos eternamente.

O meu amigo e colega de trabalho, por mais de 20 anos, se foi. Amigo da época do Anhembi, no estacionamento eu, ele, seu pai, meu pai Adelmo, Pareja e o Cleber. Quantas resenhas e risadas. Nesse carnaval, a gente trabalhou junto, nos congressos, no Polishop, na Fisp e em tantos outros eventos.

Você vai fazer muita falta, amigão. Quem vai subir até a estação comigo, na imigrantes, falando da vida? Jovenzinho, até amanhã... Vá com Deus, meu amigo Manoel Joelho.

Manoel nasceu em São Paulo e faleceu em São Paulo, aos 47 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela esposa, pela enteada e pelo amigo, respectivamente, de Manoel, Cassia Teles, Rebeca Teles e Alex Ribeiro de Andrade. Este tributo foi apurado por Michelly Lelis, editado por -, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 11 de julho de 2020.