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Maria Aparecida dos Santos

1950 - 2020

Sorria com os olhos. Quanto maior o sorriso, mais eles se fechavam.

Cida gostava muito de ler, de assistir a filmes e de ir à praia. "Ela me ensinou a amar o mar, e tudo ficava legal e divertido na praia ao seu lado”, conta o filho Felipe Augusto. Mas o maior hobby de Cida era brincar com o neto, Felipe Filho. “Era a alegria em pessoa quando estava com o netinho."

Era apaixonada pela família. "Para ela não havia felicidade maior do que reunir a família: desde de mim, o filho, passando pelo netinho, por irmãos, irmãs, sobrinhos..." Esse amor pelos familiares foi uma das grandes heranças deixadas por Cida para o filho.

Mulher alegre, era religiosa e ensinava que amar e perdoar eram algumas das coisas importantes neste mundo. Felipe ressalta, porém, que embora fosse religiosa nunca precisou declamar sua fé. "Convertia pelo exemplo, pelas palavras e pelo amor”, diz ele.

Cida teve apenas um filho, e criou Felipe Augusto com todo o amor e dedicação. “Ela foi minha mãe e pai, minha amiga. O sorriso dela era inesquecível. Sorria não só com os lábios, mas com os olhos. Era como se ela não precisasse ver o motivo da alegria, mas tão-somente sentir”, lembra Felipe.

Cida deixou um legado de amor e admiração.

Maria nasceu em Aurora (CE) e faleceu em Fortaleza (CE), aos 69 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo filho de Maria, Felipe Augusto Roseno dos Santos Kuhn. Este tributo foi apurado por Thaíssa Parente, editado por Thalita Ferreira Campos, revisado por Fernanda Ravagnani e moderado por Rayane Urani em 31 de agosto de 2021.