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Orlando Gomes da Silva

1965 - 2020

Dançou com a filha, em sua formatura e em seu casamento, a música “Coisinha do pai”.

Um homem sempre disposto a ajudar, até mesmo a quem não pedisse.

Amigo e vizinho prestativo, transformou seu fusca em uma ambulância para levar muitas mulheres para a maternidade.

Adorava uma festa. Tudo era motivo de comemoração: o aniversário da esposa, dos filhos e netos, dos amigos, o Dia das Mães, Natal... Era mesmo um grande pé de valsa!

Rosângela, filha de Orlando, não tem dúvidas de que, como bom marido, avô e amigo, seu pai foi muito amado. "Painho, o senhor está fazendo muita falta", faz questão de deixar registrado.

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Em seu bar, ele fazia a alegria de todos. Ainda mais quando cismava de cantar músicas em inglês, mesmo que do jeito dele. A voz e o carisma compensavam qualquer deslize na pronúncia.

Foi um pai e avô cheio de orgulho. “Em nossas memórias, estará sempre com um microfone na mão ou brincando com os netos ou recebendo a todos com um animado ‘Meu queridoooo’”, conta Narciso, que compartilhava a data de aniversário com o tio.

Tributo escrito por Ticiana Werneck a partir do testemunho enviado pelo sobrinho de Orlando, Narciso.

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Muito conhecido como "Meu Querido”, porque assim carinhosamente chamava a todos, Orlando foi dono de um bar por quase 30 anos, o Bar do Meu Querido, no Mercado de Casa Amarela, em Recife, ao lado de sua amada esposa, Suelene.

Orlando adorava cantar no karaokê e dar uma “palhinha” com amigos e clientes. Também não dispensava assistir a filmes e séries, jogar videogame e jogos no celular, mas largava tudo pela companhia de seus netinhos: Alice e João, filhos de Jennifer, sua única filha. “Sempre que chegava em casa, ele perguntava pelas coisinhas lindas do vovô”, lembra Jennifer.

Esposo amado, pai orgulhoso, melhor avô do mundo, sogro querido, tio, padrinho, irmão, cunhado, amigo e genro adorado. "Benquisto por todos! Amigos, clientes, família. Era uma pessoa alegre, que sempre estava disposto a ajudar o próximo. Sempre a postos pra dar o seu melhor todos os dias!”, conta Jennifer.

Junto da esposa desde a adolescência, Orlando e Suelene, além de companheiros de vida, eram de trabalho. Passavam 24 horas juntos, o tempo todo. Um amor da vida toda.

Pai orgulhoso de sua filha Jennifer, dançou com ela a música “Coisinha do pai”, na sua formatura e no seu casamento, momentos que sua filha jamais esquecerá.

O seu pedido para que a filha cuide da mãe, Suelene, será atendido certamente, pois o seu legado de amor pela vida e pela família será sempre lembrado.

Orlando nasceu em Recife (PE) e faleceu em Recife (PE), aos 55 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido familiares de Orlando. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Fernanda Queiroz Rivelli, revisado por Didi Ribeiro e moderado por Rayane Urani em 28 de maio de 2020.