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Rômulo Mário Daltro Pinto

1967 - 2020

Autêntico, amante da cozinha e festeiro, ele aproveitou até o último segundo a intensidade da vida.

Na véspera do natal de 1977, Rômulo Mário Daltro Pinto iluminou corações e presenteou a família com a sua chegada. Criado pelos avós João Pereira Pinto e Emília Daltro Pinto, sempre muito autêntico e com o coração bondoso, foi um anjo na vida de muitas pessoas, deixava sua marca por onde passava. Sua alegria era compartilhar, com aqueles que amava, os bons momentos da vida.

Ao concluir os estudos na cidade de Feira de Santana, na Bahia, foi morar em Sergipe, onde serviu ao Exército. Sempre muito ativo e comunicativo, a vida o levou para o radiojornalismo. O esforço diário, dedicação e competência trouxeram credibilidade para o trabalho desenvolvido nas rádios. Foi através do programa Transamérica Notícias, na rádio Transamérica FM, que deixou o seu legado no radiojornalismo de forma justa e admirável. Religioso, Mário costumava iniciar o programa com versos de sua música gospel preferida: “Se a doença vier, Ele é Deus, se curado eu for, Ele é Deus. Se tudo der certo, Ele é Deus, mas se não der, continua sendo Deus”. Em paralelo com a rádio, exerceu a função de Secretário da Comunicação na Prefeitura do município de Lagarto, na região Centro-Sul de Sergipe. Seu talento e pluralidade de conhecimentos, marcaram sua jornada.

Rômulo gostava de ir a festas e restaurantes, do carnaval e de estar na companhia de amigos e familiares. Por muitos anos administrou o Bloco Bala, em Tobias Barreto, foi então que ficou conhecido como Balinha. Amante de séries e da culinária, passava seu tempo livre assim: ora assistindo a uma boa série, ora cozinhando para a família. Leile Daltro, sua esposa, Rômulo Mário Filho, seu único descendente, e Tia Helenice, a qual tinha como mãe, faziam transbordar de amor o seu coração. “Ele falava sempre que gostava de viver intensamente, e ele viveu”, afirma Leile.

Balinha, com seus conselhos, suas gargalhadas, sua presença otimista e marcante deixa saudades eternas, e é assim que será lembrado.

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Por diversas vezes teve que se reinventar e conseguia sempre ressurgir vitorioso.

Trabalhou em diversas profissões, mas foi como radialista que se realizou plenamente.

"Rômulo criou ao seu redor um círculo de muito amor, muito afeto e muitas amizades. A alegria era sua maior característica. Muito otimista e portador de uma fé inabalável, estava sempre preparado para novos desafios", conta a amiga Maria Salete.

Sua presença marcante e seu sorriso largo ficarão em nossas memórias. Sua amizade e seu amor ficarão para sempre em nossos corações.

Rômulo nasceu em Feira de Santana (BA) e faleceu em Lagarto (SE), aos 53 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela esposa e pela amiga de Rômulo, Leile Vasconcelos Daltro e Maria Salete Almeida Fernandes. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Lorena Silva de Oliveira Correia e Lígia Franzin, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 30 de outubro de 2020.