INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Sergipe

Ana de Souza Conceição, 67 anos

Mãe e esposa, considerava o marido um presente de Deus, mas era ela que era um presente aos filhos.

Antônio Amaral Cavalcante, 73 anos

Poeta, jornalista e, sobretudo, uma pessoa à frente do seu tempo.

Arnaldo de Oliveira Santos, 78 anos

Gostava de contar anedotas, era feliz da vida.

Carlos José Nascimento, 64 anos

Era um entusiasta do amor. Amava a família, o Botafogo-RJ e o Confiança-SE.

Cilene Cabral Carvalho Chagas, 58 anos

Na estante a foto dos filhos, o símbolo da enfermagem e uma viola. Seus maiores amores.

Clara Angélica Souza Lima, 58 anos

Dona de um sorriso encantador e do melhor abraço que uma amiga pode receber. Vendia roupas e doava amor.

Diná Barbosa Amorim, 48 anos

Diná era festa. Seu humor era contagiante!

Evilainy Estefany de Sá Rodrigues, 21 anos

O seu sorriso no rosto era a sua marca registrada!

Flávia Almeida Santana Souza, 44 anos

Por onde passava, deixava uma coisinha de si.

Genivaldo Galindo da Silva, 73 anos

Para ele não tinha tempo ruim, era só alegria e muita história para contar.

Gerino José dos Santos, 92 anos

As filhas ainda se lembram das moedas que ele trazia quando voltava do trabalho.

Idacy Ribeiro da Silva, 82 anos

Cuidava das plantas e dos cachorros com todo o amor do mundo. Sabia fazer o “cheirinho do melhor café”.

Ildiko Êmese Holfinger Farias, 40 anos

Passear com a Turquinha, como gostava de ser chamada, era uma aventura só!

João Fernandes Conceição, 89 anos

Pai e esposo, considerava a mulher uma rainha, mas era ele que era um rei para seus filhos.

José Alfredo dos Santos, 70 anos

Fez mais de mil amigos por conta de sua gentileza.

José da Conceição Góes, 80 anos

O mundo podia estar se acabando que o Sr. Góes não sairia da cadeira de balanço

José Edgar da Silva, 73 anos

Mais do que um consagrado artista da música junina, trazia a paz que é própria das pessoas de grande alma.

José Raimundo de Jesus dos Santos, 53 anos

Um homem forte de coração mole.

Josefa Santana Andrade, 80 anos

Na casa da grande "Pequena" podia tudo, menos não comer...

Kepler Araújo Silva, 44 anos

Seu jeito especial continuará vivo em cada um dos que o conheceram.

Leilane Lima, 30 anos

Nasceu para servir a Deus e ao Seu propósito.

Luzia dos Santos Cavalcante, 85 anos

Uma mulher além do seu tempo, impulsionada pela vontade de vencer.

Maria Bernadete Tavares, 76 anos

Vovó Bernadete era intensa, gostava de aproveitar e festejar a vida.

Maria de Fátima Rocha Nascimento, 57 anos

Uma mulher amável, de ternura constante em seu sorriso doce e acolhedor.

Maria de Lourdes Santos, 86 anos

Para ela não existia tempo ruim. Uma avó que, se pudesse, segurava todo mundo com as mãos.

Maria do Nascimento dos Santos, 88 anos

Uma avó amorosa e alegre. Tinha o hábito de ler a Bíblia e sentar-se em sua cadeira de balanço no fim da tarde.

Maria dos Santos Corrêa, 81 anos

Amou intensamente; a Deus e ao próximo. Perdoou até quem não lhe pediu perdão.

Maria Helena da Silva Jesus, 72 anos

Dona Helena não carregava tristeza no olhar, apenas alegrias.

Maria Lúcia Rocha Freire Santos, 64 anos

Lucinha era dona da gargalhada mais espontânea e verdadeira; daquelas que são gostosas de ouvir e que contagiam.

Meritania Ferreira Bezerra, 51 anos

Sempre gostou de festejar e ter sua família por perto. Deixou para todos, o legado de sua alegria.

Napulião Aureliano Machado, 60 anos

Orgulhoso dono de um sítio às margens do rio São Francisco, nunca esquecia de dizer à filha que a amava.

Nicelso Cândido Oliveira Santos, 49 anos

Era a alegria da rua onde morava, sempre fazendo todos sorrirem com suas histórias engraçadas.

Rejane Ramos Santos, 45 anos

O bolo de cenoura e o café com leite, comprados para a filha na rodoviária, nunca serão esquecidos.

Silvanira Soares dos Santos, 86 anos

Alegre e guerreira, gostava de dançar forró e estar reunida com os filhos.

Valdenice Silva da Cruz, 49 anos

Um sorriso no rosto, um batom vermelho e uma coleção de tupperware.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa