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Sérgio Luís Mendonça Alves

1973 - 2020

Deu a seu único filho o nome do primeiro rei Ioruba, Okambi, e como professor deu força à palavra “liberdade”.

Seu mapa de paixões era extenso. Incluía a esposa Luziane, os filhos Liana e Okambir, viagens, estudos, geografia e os encontros com a família e os parentes nas horas livres. Como aconteceu em Mirinzal no feriado do carnaval.

Animado e bom de farra, manifestava no abraço apertado de prender o ar o tamanho do amor que escapava do lado de dentro. Não à toa era chamado no aumentativo.

Serjão foi um cara que escalou a montanha. Tornou-se professor, passou em concurso, formou uma família.

Lá do topo, ele deve estar sorrindo.

Tributo escrito por Mariana Quartucci a partir do testemunho enviado pela amiga de Sérgio.

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"Um ser maravilhoso, dono de um sorriso contagiante, querido por todos. Ele amava estar em família e fará muita falta em nossos carnavais e festas de família. Descanse em paz, Serjão!" deseja a prima Keicilene Pereira.

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Há quem acabe sendo professor por acaso, não foi o caso do “Serjão”, como era chamado carinhosamente. Este é um mestre que será lembrado com amor para sempre por seus alunos.

Um professor inesquecível é, sem dúvida, aquele que consegue envolver aqueles a quem ensina e despertar em cada um o desejo do conhecimento. E, o conhecimento é a ferramenta mais poderosa contra a desigualdade e a discriminação. Ensinar é libertar almas do jugo do opressor!

Amava viajar, seja de forma concreta, cruzando espaços geográficos; ou por meio dos filmes, que eram outra de suas paixões.

Foram 46 anos vividos aqui na Terra, alguns deles ao lado da querida esposa, a quem fez questão de confortar, dizer que a amava e garantir que logo, logo, estariam juntos outra vez.

“Serjão” tinha como maior virtude fazer as pessoas felizes, com seu sorriso radiante e autêntico. Com certeza gostaria de ser lembrado por sua alegria.

"Vai deixar boas lembranças que serão para sempre o alento e o conforto nos momentos de grande saudade." diz a esposa Luziane Alves.

Sérgio nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu em São Luís (MA), aos 46 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido por esposa e amigos de Sérgio, Luziane e Keicilene. Este texto foi apurado e escrito por Ana Macarini, revisado por voluntário e moderado por Rayane Urani em 26 de maio de 2020.