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Wellington Adamastor Soares

1965 - 2020

Wellington venceu suas lutas particulares e encontrou, na fé, seu resgate. Foi um altruísta perfeito e silencioso.

Esta é uma mensagem de Rogério Carvalho sobre seu cunhado e amigo Wellington:

"Quando você ouvir a história da lagarta que virou borboleta, lembre-se deste rosto.

Eu vi um homem enfrentar seus percalços, falhas e fantasmas para virar um excelente profissional, um amigo de verdade e, acima de tudo, um pai e avô extremamente amoroso.

Quando você for assistir aos shows de superação, lembre-se deste rosto, porque as maiores vitórias acontecem no dia a dia, na intimidade da família ou do próprio quarto.

Eu vi um homem ajudando pessoas com as quais não tinha compromisso algum, numa madrugada qualquer, exposto à sua própria dificuldade.

Mas, não temos respostas para todas as coisas e, num dia qualquer, uma “gripezinha” encontrou esse homem...

Aos que tem dúvida, digo, sem rancor, que as coisas podem voltar ao normal. A economia pode voltar ao “normal”. A sociedade pode voltar às suas atividades, mas este homem, não pode voltar.

É claro que, pela fé, nem a morte pode nos vencer ou nos distanciar do amor do Pai. E tenho alento nisso, mas é inegável a falta que um amigo nos faz. E este homem foi um amigo mais chegado que um irmão.

Nesta terra, a morte vai acontecer, independente da nossa vontade. E não adianta tentar explicar isso. Simplesmente acontecerá. Mas cremos no resgate e amor eterno de Deus. Wellington Adamastor Soares, meu cunhado, nos braços do Pai!"

Wellington nasceu em São Paulo e faleceu em São Paulo, aos 55 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo cunhado de Wellington, Rogério Carvalho. Este tributo foi apurado por Michelly Lelis, editado por Raiane Cardoso, revisado por Juliana Holzhausen e moderado por Rayane Urani em 27 de julho de 2020.