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Alexandre Oliveira Pinto

1984 - 2020

Toda segunda-feira, tinha um ritual: bater uma bola com os amigos.

Era DJ, e sonhava em ser reconhecido com esse trabalho. Tinha uma pequena aparelhagem de som que apelidou, carinhosamente, de “primosom” e essa era sua marca registrada. No natal de 2019, planejou uma festa em família e, claro que a música não podia faltar. Foi o DJ da família naquela noite. Sempre que tocava, Alexandre sentia-se maravilhado. Era o que amava fazer.

Muito brincalhão, fazia a alegria dos amigos e das pessoas com quem convivia. Toda segunda-feira, Alexandre saía para jogar com o time de futebol que montou com os colegas e, depois do jogo, independente do placar, o resultado era sempre o mesmo: 1 x 0 pro churrasco pós-pelada.

Ótimo filho, pai, genro, esposo e amigo. O paraense de altura mediana, tinha um coração enorme. Gostava de carnaval, cerveja, churrasco. Amava os amigos, a família e fazer música com a “primosom”.

Alexandre sempre estará vivo nos corações das pessoas que sentem sua falta. O DJ preferido de sua sogra, ela faz questão de lembrar: "Seu lema era: 'um dia a gente chega lá' e realmente ele chegou."

Alexandre nasceu em Belém (PA) e faleceu em Belém (PA), aos 36 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela sogra de Alexandre, Luciana Cavalcante Rodrigues. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Bárbara Aparecida Alves Queiroz, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 16 de agosto de 2020.