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Alzira da Silva Novaes

1961 - 2020

Depois de algumas grandes tristezas, que a vida não lhe poupou, estampou um sorriso no rosto e viveu!

Tinha ainda um sonho que queria realizar... ajudar as pessoas de rua. Seu coração andava inquieto com a situação dos menos favorecidos.

Avó de dois netos, tinha três filhas e dois filhos.

Seu maior prazer era estar com a família reunida em casa — que ela cuidava com amor e carinho — e ver a mesa posta, com todos sentados ao redor. Era uma mulher alegre, que estava sempre com um sorriso no rosto, independente do que estava sentindo. Ninguém nunca a via triste, e motivos não lhe faltavam, pois perdeu um dos seus filhos muito cedo.

Servia a Deus com todo o seu coração e gostava de ajudar todo mundo.

Já internada, ficou sem saber que perdeu mais um filho, quinze dias antes de sua partida, também pela Covid-19.

"Mesmo sabendo que 'há tempo para todas as coisas debaixo do céu: tempo de chorar, tempo de rir, tempo de guerra e tempo de paz', a ausência deles deixa um vazio enorme na família, um silêncio profundo e o luto pelas duas vidas que se foram de uma vez", confessa Nathaly.

Seu irmão, Donizete Maciel, diz: "Ela era uma pessoa muito especial. Todos nós a amávamos".

A história do filho de Alzira também está guardada neste memorial, e você pode conhecê-la ao procurar por Luiz Fagner da Silva Novaes.

Alzira nasceu em São Vicente (SP) e faleceu em Praia Grande (SP), aos 59 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela sobrinha e pelo irmão de Alzira, Nathaly Ella Maciel Romeiro e Donizete Maciel. Este tributo foi apurado por Viviane França, editado por Alessandra Capella Dias, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 13 de junho de 2020.