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António Crisóstomo Freire de Morais

1963 - 2020

Um homem carinhoso, honesto e muito inteligente. Conversava sobre qualquer coisa, com qualquer pessoa.

“O mundo precisava ter conhecido meu pai”, diz Suelen, a filha mais velha do Sr. "Crisótimo", apelido carinhoso dado pelos sobrinhos. Um homem ímpar, simples, prestativo, generoso, carinhoso. “Ele foi a riqueza da nossa vida”, diz ela.

Sua maior qualidade era a honestidade. Apesar do pouco estudo, era um homem muito inteligente, adorava ler e debater sobre política e religião. Conversava sobre qualquer coisa, com qualquer pessoa.

Não teve uma vida fácil, mas, mesmo diante de injustiças, conseguia tirar algo de bom, pois era sábio e iluminado.

Dizia que não tinha medo de morrer e que Suelen deveria tratar a morte como algo natural, porque era a única certeza que existia sobre a vida. “Para ele, eu iria ver beleza na morte, se eu soubesse enxergar. E, em sua morte eu vi. Recebi tanta mensagem linda falando da essência do meu pai. Ele foi muito amado.”

Suelen não pôde reunir a família para se despedir do Sr. Crisótimo, mas colocou a música preferida dele: "Hunting High and Low", do A-ha.

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Era simples e muito educado com as pessoas. E, sobre tudo... todos os assuntos ele sabia opinar com autoridade.

Não há palavras que expressam a grandeza de espírito do Cris.

Amado por toda família, sonhava que, juntos, um dia ganhariam na loteria. Passava de casa em casa arrecadando o bolão da semana e, sempre com muita esperança, dizia: "uma hora sai".

Nas reuniões de fim de ano, organizadas por ele, costumava dizer que não havia coisa melhor do que estar reunido com a família.

O maior prêmio que a família do Cris ganhou, foi o privilégio de conviver com ele.

António nasceu em Redenção (CE) e faleceu em Maracanaú (CE), aos 56 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha e pelo sobrinho de António, Suelen Santos de Morais e Antonio Gleydson do Nascimento. Este tributo foi apurado por Malu Marinho, editado por Lucas Moreira Guedes Arruda , revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 1 de junho de 2020.