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Arimatea Alves de Oliveira

1954 - 2020

Amava a vida, a família e o carnaval. Seu passatempo favorito era fazer reparos em casa.

Arimatea, ou simplesmente ‘Tetea’, como era conhecido na cidade de Água Branca, foi fotógrafo durante muitos anos, seguindo os passos do pai. Amava a família que formou; os três filhos os preciosos netos.

Era um homem que amava viver. Adorava festas, em especial o carnaval. Desde a juventude, saía no bloco ‘Os Piratas do Samba’, participando ativamente da bateria.

Sempre aguardava ansioso a visita dos netos. Quando sabia que chegariam, já se sentava em uma cadeirinha próxima à porta de casa. Quando os via de longe, começava a gritar para a esposa: “Os meninos chegaram!” Sua filha, Marylu, lembra o carinho do pai: “Quando sentia saudades, sempre falava para a minha mãe que qualquer dia pegaria o carro para visitar os filhos e netos que moravam longe, sem avisar. Fazia surpresa.”

Tinha gosto por consertar e reparar tudo de casa. Era seu divertimento pessoal, um passatempo. “Quando visitava os filhos, passava o dia procurando coisas quebradas para poder arrumar”, relata Marylu.

O legado de Tetea sobrevive. Será sempre lembrado com um sorriso no rosto. “Nenhum de nós jamais o esquecerá. Que ele esteja em paz.”, diz a filha, emocionada.

Arimatea nasceu em Água Branca (PI) e faleceu em Teresina (PI), aos 66 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha de Arimatea, Marylu Alves de Oliveira. Este tributo foi apurado por Viviane França, editado por Marcela Matos, revisado por Daniel Schulze e moderado por Rayane Urani em 28 de julho de 2020.