INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Teresina (PI)

Ana Arimatea, 65 anos

Ela amou a vida.

Anália Figueiredo Maia Mendes, 92 anos

Fazia o melhor doce de leite do mundo, sabia desenhar, pintava e bordava. Adorava sapatos com salto.

Antônio Francisco Braga, 43 anos

Ensinou muito mais que cálculos, transmitiu amor.

Antônio José de Sousa, 67 anos

Memorizava endereços com maestria e criava passeios só para estar na presença dos seus afetos.

Arimatea Alves de Oliveira, 66 anos

Amava a vida, a família e o carnaval. Seu passatempo favorito era fazer reparos em casa.

Bernardo Cardoso Júnior, 70 anos

Um homem que amava a vida e o que ela proporcionava: música, festa, forró, família e amigos.

Domingos Pereira da Silva, 89 anos

Para falar de Domingos, que sempre lembrem de Joana e da família que construíram em 72 anos juntos.

Francisco Meireles Pinto, 72 anos

Não chamava ninguém pelo nome, inventava sempre um apelido engraçado para cada um.

Jadiel Reis e Silva Filho, 46 anos

Era padrinho de tudo quanto é sobrinho e primo. Passou a vida tentando ajeitar o mundo.

Joana de Sousa Reis, 88 anos

Para falar de Joana, que sempre lembrem de Domingos e da família que construíram em 72 anos juntos.

Lindomar Lucena Lima, 83 anos

Apaixonado pelos filhos e netos.

Maria Ferreira de Araújo Rodrigues, 88 anos

Gostava de sentar-se em sua cadeira e contar como lutou para criar seus dez filhos sozinha.

Maria Nilza Silveira, 91 anos

Mãos caprichosas, tecia cores e encantos.

Odete da Costa Siqueira, 77 anos

Ela sempre dava um abraço apertado na neta, toda vez que a via no corredor que dava pra cozinha.

Robert da Luz Barradas, 62 anos

Com ele, tudo estava no aumentativo: a alegria, o amor e até o apelido, Barradão.

Teresa da Conceição Araújo, 81 anos

Era maravilhosa, pessoa angelical que não cansava de esbanjar amor.

Ubirajara Ribeiro Soares, 72 anos

Seu amor era tão grande que chegava primeiro que ele. No que quer que fizesse. Onde quer que fosse.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa