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Armando do Rosario de Oliveira

1963 - 2020

Foi um ser humano normal, um pai, um avô e um amigo.

Lutando para defender sua fé e para ser aceito, apesar de sua orientação sexual, Armando era um homem respeitoso e cuidadoso com todas as pessoas. Mantinha sua casa de portas abertas para acolher quem precisasse de ajuda, fosse um prato de comida ou qualquer outra coisa, ele muitas vezes dava até se fosse lhe faltar.

Homossexual, umbandista, tratava todos como filhos. Ele adorava crianças — era padrinho de quase todas as crianças que conhecia — e elas lhe chamavam de vovô. Quantas crianças ele chamou de netas... mas, quis o destino que não acontecesse o que ele tanto desejava, que era ter o seu próprio neto, que vai nascer no próximo mês de outubro. Não deu tempo.

Deixa muita saudade e uma lição de vida, que foi mostrar para todo mundo que ele era como qualquer um, um ser humano normal, que foi pai, amigo e avô.

Armando nasceu em Macapá (AP) e faleceu em Macapá (AP), aos 57 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo filho adotivo de Armando, Cleomar Pinheiro Espírito Santo. Este tributo foi apurado por Michelly Lelis, editado por Alessandra Capella Dias, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 11 de julho de 2020.