1952 - 2020
Contador de piadas com um sorriso fofo de vô.
Aurélio era chamado de "negão" pelos mais próximos. Amava manga verde, tomate, limão, tudo isso com sal. Ligava para a família todos os dias.
Pedia para os netinhos tirarem os pelos encravados da barba e os levava no pescoço até o mercadinho pra comprar doces. Gastava um litro de desinfetante para limpar o chão. Tinha muitos amores: estava terminando de pagar seu carro e ia dar um passeio no Paraná.
"Quando eu ia no seu bar, ele me servia um generoso copo americano de groselha, sempre vestido de camisa polo", lembra a neta Barbara.
Aurélio deixa seis filhos, cinco netos e um infinito amor.
Aurélio nasceu Marília (SP) e faleceu São Bernardo do Campo (SP), aos 67 anos, vítima do novo coronavírus.
História revisada por Beatriz Bevilaqua, a partir do testemunho enviado por neta Barbara Brito Martins, em 24 de maio de 2020.