INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

São Bernardo do Campo (SP)

Alexandre Milfont Rodrigues, 36 anos

Efervescente, espalhava sorrisos e música aonde quer que fosse.

Ana Romão Gomes, 71 anos

Na profissão, era enfermeira. Na vida, mãe de todos.

Andréia Midori Ishida de Camargo, 43 anos

Nasceu para transformar seu mundo em arte, cuidava de cada detalhe das festividades.

Anilson José Alves dos Santos, 53 anos

Pastor e sindicalista, lutava pelos homens enquanto seguia os ensinamentos de Deus.

Antônia Cossalter Todesco, 87 anos

O sotaque e a nacionalidade podiam até ser italianos, mas o coração era brasileiro, não havia como negar.

Antônio Félix Flor Filho, 41 anos

Uma pessoa especial que conservou a vida toda o sorriso doce de criança.

Aurelina Félix Cândido, 82 anos

Era quase uma popstar na feira que frequentava todos os sábados com o filho.

Aurélio Teixeira da Silva, 67 anos

Contador de piadas com um sorriso fofo de vô.

Benedito Pires Barbosa, 68 anos

A felicidade dele era ver família e amigos sempre juntos. Festeiro, alegre, cumprimentava mesmo os estranhos com um beijo e um “eu te amo”.

Carla Collela Rolim, 42 anos

Tinha sempre as palavras de incentivo perfeitas e que vinham a calhar, em qualquer situação.

Carlos Roberto Carvalho de Souza, 64 anos

Um escritor de cartas e memórias, fazia questão de deixar registradas as experiências da vida.

Carlos Roberto Ianelli, 59 anos

Tinha um assobio só dele, como se fosse um código, um registro.

Cirio Merquiades da Silva, 38 anos

O autista que adorava um pagode.

Cláudia Stephanie Silva Damata, anos

Ela era a pessoa que recebia com sorriso quem fosse à UPA em busca de cura. Com sua espontaneidade e simpatia fez muitos amigos.

Cláudio Albanez, 68 anos

Pessoa aguerrida, amava receber os amigos para um café.

Cleonice Antônia da Silva, 68 anos

Um vestido rodado e um sapato vermelho. Assim ela ia, toda linda, ao forró.

Cleusa da Conceição Ferreira de Souza, 68 anos

Falava com saudade do seu tempo de meninice, de quando brincava nas águas e matas do lugar onde nasceu.

Custodio Saturnino de Freitas, 59 anos

Para esse Papai Noel das crianças carentes que ajudava moradores de rua, o que era dele era dos outros.

Divino Eterno Teixeira, 46 anos

Sonhou e ensinou a sonhar, a acreditar e a manter a fé em Deus.

Divino Pereira de Andrade, 82 anos

Gostava de tomar sol na frente de casa ouvindo seu radinho de pilha.

Eduardo Roberto Monteiro, 46 anos

Um pescador de sorrisos que amava rock das antigas.

Elza Santana Caitano, 62 anos

Sempre disposta a ajudar, tinha mãos de fada e era uma grande empreiteira em sua casa.

Esmeria Regina Espindola de Freitas, 62 anos

Uma mulher marcante.

Francisca Maria da Conceição Vieira, 92 anos

Contava e recontava aos netos como conheceu o amor que fez seu coração palpitar na primeira troca de olhares.

Heraldo Tadeu Trivelato, 57 anos

Dedicou sua vida a ajudar o próximo com bom humor, otimismo e um sorriso no rosto.

José Adalberto Gomes do Nascimento, 74 anos

"Tá no sangue!”, era assim que reafirmava ser paraibano.

José Aparecido Linhares, 56 anos

"Não tem vida melhor do que essa."

José Avelino de Souza, 70 anos

Um avô devotado e ciumento que amava mimar os netos com atenção e presentes caprichados.

José Ernesto da Silva, 43 anos

Curtia o som de um bom forró raiz e ficava bravo caso os familiares trocassem sua música pelas modas modernas.

José Victor de Lima, 69 anos

Amoroso, atencioso, alegre e brincalhão, ele nunca mediu esforços para cuidar e apoiar os filhos.

Juann Carlos Gonçalves Cardoso, 32 anos

Bom pai, bom marido e bom palmeirense: para Juann não havia amor em meia medida.

Judite Bulhões da Silva, 72 anos

A felicidade estava na sua casa, em volta da mesa, com a família, sua comida e amor.

Julia Nietto Parra, 101 anos

Flexível para adaptar-se ao novo, mas firme para sustentar valores por toda uma vida: uma mulher de fibra.

Katia Alves de Oliveira, 46 anos

Encontrou na Psicologia o caminho para praticar a solidariedade que tinha no coração.

Lincon Luis Teixeira Gonzaga, 44 anos

Chamem-no de Zé do Churrasco e nunca esqueçam dos seus pães de alho queimados.

Lindaura Batista Pereira da Silva, 59 anos

Dona de mãos mágicas, poderia ser considerada uma artista de tão perfeitos que eram seus trabalhos.

Lourenço de Sousa Costa, 67 anos

A cara séria era disfarce do coração generoso de quem só veio para plantar o bem e para amar os netos infinitamente.

Luís Fernando Reis de Oliveira, 56 anos

Altivo, cultivou amigos com a mesma dedicação que foi pai, marido e zootecnista.

Luiz Carlos Farias, 50 anos

Colecionador de amigos, achava bom estar ficando velho.

Luiz Carlos Pereira Rezende, 73 anos

Um homem divertido, que apreciava uma boa comida e que, quando emocionado, chorava com facilidade.

Luiz Fagner da Silva Novaes, 31 anos

Adorava esportes e tinha um imenso prazer em cozinhar e comer bem.

Márcio Rogério Zandomenighi, 46 anos

Na cumplicidade com a esposa, uma vida dedicada à paixão pela farmácia.

Marcos Cesar Patricio, 51 anos

Independente do problema ele sorria e seguia em frente.

Maria de Fátima Milfont Rodrigues, 67 anos

Sempre levou a boa fé aos que necessitava, uma pessoa do povo.

Maria de Lourdes Soares Jacintho, 59 anos

Entrou na faculdade de nutrição inspirada por profissionais da UPA em que era copeira.

Maria Josefa Oliveira do Nascimento, 61 anos

Sinônimo de mulher que nunca fugiu da luta.

Maria Salomé de Souza, 63 anos

Nas férias, perdia-se Brasil afora para se conectar consigo mesma.

Moacir Pinella, 70 anos

Lia gibis da Turma da Mônica e recontava as estórias aos netos, para incentivá-los a explorar a própria imaginação.

Nadir Silva de Souza, 61 anos

Ajudar era seu dom, ia à luta e ainda mobilizava várias pessoas para conseguir mais doações.

Narutoshi Matsune, 78 anos

"Fica mais um pouco, tá cedo ainda", dizia.

Nilton César Forte, 42 anos

Tinha a força no nome, o amor na família e a fé em Deus.

Paulo Antonio de Moraes, 60 anos

Teve sua primeira festa surpresa aos 60 anos. Santista roxo. Adorava ganhar sapatênis.

Paulo César Galvão Lopes, 54 anos

Foi o segundo pai para muitos. Sabia contar piadas e dar conselhos. Corintiano roxo, foi também o maior companheiro da família.

Paulo dos Santos, 58 anos

Dois metros de altura e um coração ainda maior. A felicidade dos filhos era a sua própria.

Rafael Vicente Moreira, 58 anos

Fez da sua jornada uma profissão de fé, baseada no amor e na caridade.

Ronilson Martins de Souza, 58 anos

Gerente responsável e trabalhador, acreditava que só a justiça e a honestidade podem trazer felicidade.

Rubens de Jesus Ferrari, 78 anos

Era um devorador de livros. Muito culto e inteligente, versava sobre qualquer assunto com qualquer pessoa.

Silvano Reis de Andrade, 63 anos

Vaidoso, tinha o capricho de manter o cabelo sempre pintado, bem como suas sobrancelhas.

Silvio Soares Linhares, 64 anos

Cumprimentava com um beijo no rosto e chamava a todos carinhosamente de "filhão, filha, meu gato ou minha gata".

Sonia Aparecida Buzello, 55 anos

Falava alto e ria. Ria muito! Ria sempre!

Sonia Cristina Ferrari, 76 anos

Era de uma teimosia que se desfazia com um sorriso fácil, vindo do fundo do coração imenso e lindo que tinha.

Tarciso Pinto Batista, 63 anos

Cozinheiro de mão-cheia, colocava uma pitada de amor em todos os pratos que preparava para a família.

Valéria Dias dos Santos Freire, 57 anos

Muito verdadeira, exercia sua sinceridade sempre que preciso.

Vera Batista da Silva Fernandes, 59 anos

Era a melhor cozinheira da família! Tanto que se tornou merendeira com mãos de fada.

Vera Lucia Silva Luiz Rozeno, 56 anos

Participava das missas semanalmente como ministra da Eucaristia e levava a comunhão aos enfermos com alegria.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa