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Bianor de Brito Reis

1934 - 2020

Aquele que decidiu levar a vida ao ritmo das águas de Ganhoão: natural, constante e sereno.

Filho de Ganhoão, no arquipélago de Marajó, ainda era criança quando foi morar com tios em Belém, onde cresceu e lutou por um futuro melhor: estudou, trabalhou e também se apaixonou.

Homem íntegro e de coração puro, foi ao lado de sua querida Elcy que Bianor viveu 67 anos de sua vida. Juntos construíram uma linda história de amor, lutas e conquistas. Esse amor, tão singelo e verdadeiro, multiplicou-se em seis filhos, dez netos e 11 bisnetos.

Bianor era o perfeito sinônimo de amor. Passou suas últimas horas de vida pensando e falando dos netos e bisnetos, os quais criou com muito sacrifício respeito e amor. Sempre foi muito sorridente e brincalhão com todos; mas pelos netos e bisnetos guardava um carinho especial e incondicional.

Seus principais sonhos eram: ver os filhos e netos formados, bem educados.

Depois do amor à família, suas demais paixões eram: sua casa na Ilha de Mosqueiro e Clube do Remo, onde os netos e bisnetos fizeram questão de homenageá-lo, no momento de sua despedida.

Como para ele o ato de amar sempre foi algo tão natural quanto respirar, constantemente perguntava à falecida Elcy: "Arazinha, quem sou eu?"

Bianor foi aquele que decidiu levar a vida ao ritmo das águas de Ganhoão: natural, constante e sereno. Desaguou nos braços de sua amada, que havia partido apenas três meses antes dele, e deixou um lindo exemplo de integridade, respeito e amor aos filhos, netos e bisnetos.

Bianor nasceu Chaves (PA) e faleceu em Belém (PA), aos 85 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela neta de Bianor, Mayara Reis da Rocha Jardim. Este tributo foi apurado por Cairo Martins, editado por Letícia Fortes, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 14 de junho de 2020.