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Cláudio Antônio de Oliveira

1960 - 2020

Um sábio professor que adorava uma roda de conversa, lutava pela educação e defendia as minorias.

Ele foi um grande homem, não apenas pela estatura - pois passava de 1,90 m de altura! -, mas, sobretudo, pelas inúmeras características que compunham esse pai presente, marido romântico e professor dedicado.

Cláudio Antônio amava e cuidava da esposa Silvânia e dos filhos Lucas e Bento como se fossem tesouros. Aos domingos, costumava assumir a cozinha e exibir seus dotes culinários para a família.

Acompanhar os jogos do seu time querido, o Atlético Mineiro, também fazia parte dos hábitos do professor, que, além do futebol, cultivava interesse por muitas outras áreas, como é o caso da filosofia.

Prova disso era seu gosto por uma roda de conversa, espaço que ele ocupava com habilidade e simpatia para brincar com os colegas de trabalho e alunos da escola onde atuava como diretor.

Admirado por sua cultura, inteligência e senso de humor, Cláudio Antônio formulava argumentos sempre muito bem embasados, capazes de provocar a reflexão e o sorriso em quem tivesse o privilégio de ouvi-lo.

"Não havia pergunta que ele não soubesse responder ou, pelo menos, apontar o caminho da resposta", diz a sobrinha Ana Carolina. Ela conta que o tio era um leitor voraz de Literatura Brasileira e também um grande escritor, e que, na música, preferia os gêneros romântico, samba e MPB.

Mestre dedicado, Cláudio Antônio acreditava no aprendizado permanente e no poder transformador da educação na realidade das pessoas. Por isso lutava pelo outro, para que todos pudessem sair da margem e ocupar o centro da sociedade: negros, pobres, homossexuais. Era ainda um apoiador das causas das mulheres!

Para a sobrinha Érika, sua maior virtude foi defender, até seus últimos dias, esse lugar de igualdade para os jovens e crianças.

"Assim era você, e assim será lembrado!", finaliza Ana Carolina.

Cláudio nasceu em Belo Horizonte (MG) e faleceu em Belo Horizonte (MG), aos 60 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelas sobrinhas, cunhada e amigo de Cláudio, Ana Carolina Leão Alves, Érika Gomes Duarte, Maria das Dores Duarte e Rodrigo Fonseca Santos. Este tributo foi apurado por Lígia Franzin, editado por Mariana Quartucci, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 31 de julho de 2020.