INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Belo Horizonte (MG)

Ananias Assis da Silva, 76 anos

Amava a singeleza de uma planta, sua referência à vida de menino no interior, na roça, como ele dizia.

Antônio Miranda de Oliveira, 85 anos

Um homem de vestes elegantes e gestos simples.

Armando Fernandes Branco, 77 anos

Sempre alegre e elegante, jamais deixou de levar consigo uma piada pronta na ponta da língua.

Ernane Avelar Fonseca, 65 anos

Falava tudo com um grande sorriso no rosto.

Francisca Rodrigues de Brito, 73 anos

O pilar de sua família, dona do melhor abraço e de uma felicidade só dela. Ica era querida por todos.

Hubert Spadano, 82 anos

Homem alegre que vai fazer novas amizades no céu!

Isaura Maria Ramos Nascimento, 83 anos

Forte, ativa e cheia de vida; era o amor em pessoa e a palavra de Deus na prática.

Ismana Altina Teixeira de Azevedo, 46 anos

Adorava visitas e preparava a comida típica mineira preferida de cada um. É como demonstrava seu amor.

José Ricardo Magela Vilela, 45 anos

Apaixonado por música, família e amigos. Mas com ele por perto, não se falava em política.

Maria Aparecida Andrade, 53 anos

Com a serenidade estampada no rosto redondinho, Cidão do Bonde sorria do cantinho dos lábios ao brilho de seus olhos.

Maria Neuza de Souza Silva, 63 anos

Tinha um coração que transbordava generosidade e um humor espontâneo, do nada soltava suas "bobeiras".

Mariane Aparecida Moutinho Costa, 25 anos

Uma jovem que não desistia daquilo que queria.

Marlene Eunice Vanucci de Carvalho, 82 anos

A alegria foi seu norte.

Murilo dos Santos Ferreira, 68 anos

Ele foi um pai, sem ter filhos. E cozinhava como ato de amor.

Nalzira Ramos Junior, 81 anos

Uma viagem para o Rio de Janeiro. De avião. Esse foi seu último presente de aniversário, como ela queira.

Rodrigo Gomes Braga, 43 anos

Um professor que ensinou sobre o amor e dedicou-se a fazer o bem.

Vera Lucia Ferreira Martins, 63 anos

Alegre e comunicativa, adorava o mês de maio.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa