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Cláudio Cardoso

1962 - 2020

Fez da vida uma poesia com rimas e imagens sobre o seu Pará.

O homem das palavras. Poeta, escritor e um militante da Literatura de Cordel.

O senhor Cardoso — como era conhecido — nos permitiu, enquanto autores anônimos, sermos reconhecidos.

Ele e sua amada Darah desbravaram as feiras de livros desse mundão chamado Pará e, nesse compasso, ilustravam a vida de poesias.

Aos domingos, o Estande dos Escritores Paraenses, na praça da República, era o ponto de encontro de amigos, poetas e escritores.

Cardoso era enfático em afirmar: "A Darah está proibida de morrer antes de mim! Se ela for, vou atrás dela!". Ríamos todos juntos, com boas gargalhadas de amigos.

Seu Cardoso vai brilhar e fazer do céu um lugar de morada de artistas.

Cláudio nasceu em Belém (PA) e faleceu em Belém (PA), aos 58 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela colega de escrita de Cláudio. Este tributo foi apurado por Ricardo Pinheiro, editado por Danylo Martins, revisado por Monelise Vilela e moderado por Rayane Urani em 26 de maio de 2020.