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Claudomiro Velasco Azevedo Junior

1971 - 2020

O maior sorriso da sala, era o último a deixar as festas porque, de tão querido, ninguém o deixava sair.

Claudomiro era Tenente do Corpo de Bombeiros do Pará. Conhecido e lembrado pelo seu jeito humilde, era chamado pelos amigos de combate de Tenente Veloso. Pela família, de Júnior.

Sempre foi bastante carinhoso com as pessoas, transmitia uma sensação de segurança e acolhimento, fazendo com que elas se sentissem em casa. Agradava a todos com um churrasco de qualidade, preparado e temperado com muito amor.

Alcançou várias vitórias durante sua carreira como Oficial Militar. Porém, sua maior conquista é a Bodas de Prata. Foi casado com Simone Velasco Azevedo, união que havia completado 25 anos de casado. Pai de dois filhos, o Gabriel e o Gustavo.

Civilizado com os costumes da companhia, levou um único e o mais importante ensinamento para sua família, a relação de amor com o próximo.

Engenhoso e criativo, Júnior tinha o dom de inventar e criar coisas. “Adorava construir barcos, construiu para os filhos e sonhava construir outros barcos para o neto”, completa sua esposa Simone.

Apaixonado pela vida, nunca lhe faltou disposição quando o assunto era viver. Seus momentos com os amigos e família nunca serão esquecidos.

Tributo enviado pela esposa, Simone Velasco Azevedo.

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Claudomiro era o Tenente BM Velasco, oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, instituição onde ingressou ainda muito jovem.

Era casado e tinha dois filhos, um dos quais é recém formado oficial Aspirante na Academia do Corpo de Bombeiros. Ele era muito dedicado a sua família e amigos, sempre muito alegre, participativo e carismático. Uma pessoa muito agregadora, que gostava de sempre reunir a família e os amigos.

Entusiasta de sua profissão, sempre honrou sua farda com dedicação, satisfação e destemor, lutando juntamente com seus colegas e amigos de corporação. Trabalhou em diversas missões ligadas a atividades operacionais da corporação: no combate a incêndios, em resgates de emergência, como salva-vidas e socorrista em acidentes, além de ter atravessado nadando a Baía do Guajará. E agora também estava atuando nos esforços para ajudar a enfrentar os efeitos do Covid-19.

Seu falecimento prematuro e repentino causou grande comoção em toda a corporação, além de seus familiares e amigos, sendo alvo de diversas homenagens em vários quartéis onde trabalhou ao longo de sua carreira.

Expressava uma permanente alegria de viver, vivia sorrindo e gostava de inventar coisas. Assim como ele, inesquecíveis também serão suas invenções e criações, frutos de sua imaginação e engenhosidade... Como o super navio construído meticulosamente peça a peça para navegar com motor controlado remotamente. E o espantoso projeto de seu submarino com tubos de PVC, que tanto divertiam e causavam a admiração de toda a garotada.

“Seu gosto e encantamento pela vida serão sempre lembrados e ajudarão a seguirmos em frente. Obrigado pela sua entrega, desprendimento e abnegação. Você vai fazer muita falta para todos nós... Por sua alegria, companheirismo, amor e cuidado pela família.”, são palavras de sua irmã.

Tributo enviado pela irmã, Ana Regina.

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Oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, Tenente BM Velasco. Ingressou na instituição ainda muito jovem.

Era casado, teve dois filhos. Trabalhou em diversas missões ligadas às atividades operacionais da corporação; no combate a incêndios, em resgates de emergência, como salva-vidas e socorrista em acidentes. Atravessou nadando a Baía do Guajará. Honrou bravamente sua farda, com dedicação, satisfação e destemor. Lutou, juntamente com seus colegas e amigos de corporação.

Atuou nos esforços para ajudar a enfrentar os efeitos dessa inominável pandemia. Estava em plena atividade quando foi acometido.
Pessoa agregadora gostava de reunir a família e os amigos. Dedicava-se a eles. Era alegre, participativo e carismático.

Sua partida prematura causou grande comoção a toda corporação, família e amigos. Recebeu diversas homenagens em vários quartéis onde trabalhou ao longo da carreira.

Sua partida repentina também fazia parte da missão de alertar e proteger vidas. Chamando a atenção de muitos, que ainda, inexplicavelmente, insistem em minimizar e relativizar esse funesto e traiçoeiro inimigo aterrorizante.

Seu gosto e encantamento pela vida serão sempre lembrados e nos ajudarão a seguir em frente.

Inesquecíveis, também, serão suas criações, frutos da imaginação e engenhosidade... Como o super e possante navio construído meticulosamente peça a peça para navegar com motor controlado remotamente. E o espantoso projeto de seu submarino com tubos de pvc, que tanto divertia e admirava toda a garotada...

"Meu irmão, Tenente Combatente BM Velasco, foi um entusiasta em sua profissão... Empenhou-se com desvelo em sua missão de salvar vidas. Obrigada por sua entrega, desprendimento e abnegação... Você vai fazer muita falta para todos nós... Por sua alegria, companheirismo, dinamismo, amor e cuidado pela família.", agradece a irmã Ana Regina.

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Para a família e amigos, ele era o Junior. Para os companheiros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará, onde serviu por 28 anos, era o Tenente Velasco.

Como ele foi singular! Quando criança, construía do zero submarinos, aquários e navios, a partir de pequenos motores das bonecas de suas irmãs e peças que encontrava pela casa. Depois, os levava até a margem do rio onde suas máquinas maravilhosas saíam navegando melhor do que se tivessem vindo de uma loja. “Coisa de artista, de engenheiro. Nem sei explicar”, diz a sobrinha Thamires.

Coragem? Isso nunca lhe faltou. Quando ganhou do pai o primeiro par de pés de pato, jogou-se na piscina sem medo. Queria atravessá-la nadando de qualquer jeito. Foi socorrido pelo irmão mais velho. Que susto!

O episódio mostrou do que ele seria capaz. Cresceu e tornou-se, de fato, um corajoso bombeiro.

Ao lado da esposa Simone, de seus dois filhos, Gabriel e Gustavo, e do neto Rafael, ou "Bobô" como ele o chamava, aproveitava a vida e a família ao máximo sempre que podia. Tinha sede de felicidade.

Sujeito honesto, bem-humorado, era conhecido por todos como um cara de paz, de alegria.

Filho, irmão, marido, pai, sogro, tio, avô e amigo. “O Junior era o maior sorriso da sala”, lembra Thamires. Era sempre o último a sair dos encontros, não só pelo prazer de estar entre pessoas que amava, mas também porque ninguém deixava ele ir embora cedo. Ele era simplesmente sensacional.

Seu quintal era onde ele gostava de reunir a todos. Lá, ele montou sua área gourmet, fazia churrasco e pizza. Mas, se não tivesse nenhuma estrutura, ele dava um jeitinho, afinal “ele transformava qualquer situação ou encontro em festa”.

Thamires se recorda uma vez em que o visitou na casa de praia em obras. “Eis que do nada ele improvisou uma churrasqueira com tijolos, tirou uma carne da geladeira e umas cervejas do freezer, afinal uma sobrinha tinha chegado e isso era motivo suficiente para uma festa. Esse era o meu tio: amor, alegria, acolhida”, conta.

Claudomiro, dedicado ao Corpo de Bombeiros, era apegado aos pais, à esposa, aos dois filhos e ao neto. A esposa Simone foi o grande amor de sua vida. Companheira de todas as horas, o apoiava em tudo. “Ele sempre reconheceu e enalteceu esse amor e esse companheirismo”, finaliza Thamires.

Claudomiro nasceu Belém (PA) e faleceu Belém (PA), aos 48 anos, vítima do novo coronavírus.

Jornalista desta história Ticiana Werneck, em 20 de maio de 2020.