Sobre o Inumeráveis

Clementina Campos de Oliveira

1953 - 2020

A companheira amada da família, a cantora de louvores que também amava o Roberto Carlos.

Clementina, ou melhor: Tina, como preferia ser chamada. Segundo sua irmã Rita, essa preferência era porque Clementina é o nome da avó delas, uma homenagem feita pelo pai.

Tina era uma mulher de fé, era evangélica e todas as crianças chamavam-na de Dedé. Amava muito a família e a música.

Sempre se produzia divinamente para ir à igreja, amava os louvores, eles tomavam conta de seu coração e, por isso, os cantava bem alto. Mas não eram apenas os louvores, Tina era fã do Roberto Carlos, gostava demais de cantarolar suas músicas.

"Minha tia foi a pessoa mais solícita que eu já vi na vida, era a pessoa que mais queria ajudar todos. Sempre trabalhou e, depois que teve um câncer agressivo, passou a ver a vida de outro jeito", conta a sobrinha Daiane.

Era tão vaidosa com seus cabelos, sempre muito bem cuidados que, mesmo durante a doença, não perdeu sequer um fio. Em 2010, deixou de fumar e seguiu a vida evangélica. Era uma guerreira.

Teve o primeiro filho, Lucas, aos 40 anos, e dobrou sua felicidade ao ganhar dele os três netinhos.

Sempre alegre, comunicativa, cantante, companheira e querida por todos, ainda é lembrada pelos colegas da Prefeitura Municipal de Salvador, onde trabalhou até sua aposentadoria.

Dias antes de partir, pintou a grade do quarto da mãe que também estava hospitalizada e receberia alta.

"Tina deixa muita saudade, principalmente em seu neto mais velho, Cauã Lucas, que sempre foi apegado à avó e que quando soube de notícia, disse: "Minha avó prometeu para mim que iria ficar bem velhinha... e ela foi embora." Cauã Lucas ainda acrescentou que eles tinham muito o que brincar ainda e, realmente tinham, afinal, logo após a partida da vovó querida, a nora descobriu que a tão desejada netinha de Tina estava a caminho.

Tininha, a amiga e companheira de todos, jamais será esquecida.

Clementina nasceu em Salvador (BA) e faleceu em Salvador (BA), aos 66 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela irmã e pela sobrinha de Clementina, Rita de Cássia Oliveira e Daiane Padilha. Este tributo foi apurado por Larissa Reis, editado por Júlia Paranhos, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 14 de novembro de 2020.