INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Salvador (BA)

Adalto Sena de Araújo, 62 anos

Um gênio das letras. Amante da vida e da poesia.

Aloisio Alves de Figueiredo, 76 anos

Orador nato, gostava de declarar seu amor em discursos nas reuniões familiares.

Álvaro Jardim Fernandes, 26 anos

Aquele que estava sempre sorrindo e fazendo sorrir.

Alzilene Conceição Valverde, 56 anos

Lene representou alegria e resiliência desde o seu nascimento.

Ana Cristina Rabacal de Araujo Góes, 57 anos

Graças à luta por uma educação de qualidade, conquistou seu espaço e, com mérito, tornou-se a diretora do colégio.

Antonieta Santos Moraes, 88 anos

Mulher de muitas paixões, descobriu outros dons na felicidade. Escreveu um livro e viveu tudo o que imaginou.

Antônio Cipriano da Silva, 85 anos

Apelidava quem passava pelo Elevador Lacerda. Em casa, conversava com a plantas e pássaros.

Antonio da Silva Mendes, 74 anos

Seu Pela tinha como principal virtude a paciência.

Antônio dos Santos, 81 anos

Atento e com um raciocínio lógico incrível, Seu Antônio era fera no dominó.

Antonio Santos Souza Filho, 80 anos

Ele era a própria festa. Todo domingo, vestia sua roupa mais alinhada, branca, e um chapéu de sua coleção.

Ario Magno da Silva, 40 anos

Aquele irmão carinhoso e protetor que todo mundo sonha ter na vida.

Armando Souza Sena, 88 anos

Criou a tradição de comemorar o Natal com jogos de bingo e dominó

Arnaldo Anselmo de Oliveira, 50 anos

Um dos líderes pelos direitos sociais mais atuantes de Salvador, sua ousadia e força inspirou e cativou.

Avani Matos Rodrigues, 71 anos

A Dona Benta da Bahia era a única pessoa que sabia coçar as costas do neto.

Carlos Alberto Pereira, 57 anos

Baiano arretado que adorava botar o pé na estrada e também reunir a família em casa, com uma carne no espeto.

Celsa Maria dos Santos Ribeiro, 72 anos

Não teve filhos mas, com seu jeito de matriarca, era quem organizava as grandes reuniões familiares.

Cícero Clemente de Sousa, 58 anos

Apaixonado por pescarias e pimentas em conserva.

Clarice Pereira dos Santos, 58 anos

Arretada como uma boa baiana, foi forte e determinada. Sempre lutou pelas coisas que acreditava.

Cláudia Bispo dos Santos, 40 anos

Animava a casa da família com tiradas divertidas, sorrisos fartos e cantoria de MPB.

Cláudio Roberto Nunes da Silva, 46 anos

Sonhava em ter uma carreta para viver na estrada.

Clédes Magaly Gomes Rosa, 74 anos

Reverenciada por onde passasse, seu coração era uma casa cheia.

Clementina Campos de Oliveira, 66 anos

A companheira amada da família, a cantora de louvores que também amava o Roberto Carlos.

Cristiane Cortes dos Santos, 32 anos

Mulher batalhadora que esbanjava alegria e tinha um coração cheio de amor pela filha Sophia.

Débora Cássia Teixeira dos Santos, 55 anos

Adorava seriados mas, como uma perfeita "mãe leoa", era nos filhos que estava a verdadeira paixão de sua vida.

Decio dos Santos Beserra, 52 anos

Policial gente boa com coração de menino e alma leve, andava pela cidade de bicicleta, espalhando sorrisos.

Deraldo Sales dos Santos, 72 anos

A sua alegria era o farol de luz da família.

Edite Mota Dias, 80 anos

Viveu costurando afetos e multiplicando amor.

Edith Pio Mororó, 80 anos

Tinha uma capacidade única de rir de si mesma, achando graça nas coisas mais simples da vida.

Edvaldo Vilas Boas, 56 anos

Como todo baiano, gostava de ouvir samba, o bom e velho samba da Bahia.

Eleusina Guerreiro Sandes, 87 anos

Viveu alegremente: amou, viajou e soube aproveitar cada momento pelo simples fato de estar viva.

Emanuel dos Santos Nascimento, 67 anos

Tinha o engraçado costume de cochilar enquanto as pessoas conversavam.

Fernando Almeida da Rocha, 69 anos

Viveu sem ter a vergonha de ser feliz e enfrentou como um guerreiro as dificuldades da vida.

Francisco Vieira dos Santos, 72 anos

Gentileza em forma de pessoa, assim era o motorista que alegrava todos com sua cantoria.

Franklin de Araújo Ponchet, 69 anos

Um homem que transbordava luz, e fez disso seu ofício: iluminar todos os lugares por onde passava.

Gabriel de Lima Palmeira, 33 anos

Cheio de alegria, ria por tudo e qualquer coisa. Seu sorriso nunca será esquecido.

Gildália Macedo Souza, 89 anos

"Ela era a nossa flor, Dália, símbolo de harmonia e gentileza."

Gilson Souza de Jesus, 62 anos

Pense no sol de Salvador. Pensou? Ainda mais pontual, quentinho e radiante era o “bom dia” de seu Gilson.

Helenita Félix Borges, 89 anos

Mulher pequenina, de alma rejuvenescedora. De colo que acalma, da voz a paz ressoa.

Ian Iago de Aguiar Gramacho Matos, 28 anos

Seus aniversários eram todos comemorados com festas temáticas, da decoração ao aniversariante fantasiado.

Isaac Souza Rocha, 38 anos

Momentos difíceis tornavam-se mais leves com ele. Além de ajudar, ele transformava tudo em histórias engraçadas.

Ivonete dos Santos, 76 anos

Seu maior atributo era a fé, e assim educou os filhos. Até enquanto pedalava, ela rezava o terço.

Jácome Eduardo Perrucho Brito, 54 anos

Deixou uma lição para todos: nunca é tarde para fazer o que te faz feliz.

Jaime Chen Tsong Miin, 73 anos

Trabalhador incansável e sempre bem humorado, confortava a todos dizendo: “A vida é assim mesmo!”

Jamile Silva Leite dos Reis, 44 anos

Uma mulher forte que amava a família, o mar da Barra e o carnaval de Salvador.

Jaqueline dos Santos, 38 anos

Seu passatempo favorito, sem dúvidas, era descobrir coisas novas e se redescobrir.

João Batista de Brito, 74 anos

A luta não o intimidava. Agarrava com unhas e dentes as oportunidades da vida. Ah, a vida! Como aproveitou.

João Rodrigues Souza, 79 anos

Suas mãos grandes e grossas, de uma vida de serviço pesado, tocavam com leveza e graça o cavaquinho nas festas.

Jonhston Amâncio Paiva Santos, 55 anos

Apaixonado pelo Esporte Clube Vitória, vivia fazendo hora extra nos trabalhos.

Jorge Mascarenhas dos Santos, 53 anos

Um servo de Deus que amava a família e se destacava pela organização e responsabilidade.

Jorge Pereira de Oliveira, 65 anos

Para o faraó da Bahia a vida era uma grande festa.

Jorge Santos Paixão, 67 anos

Gentil e solícito, fazia questão de ajudar os vizinhos. Nas mudanças e pequenas reformas, lá estava com sua disposição.

Josabeth Lima Assunção Aguiar, 82 anos

Adorava dançar e fazer bolos para adoçar a vida.

José Almiro dos Santos, 68 anos

Um homem que gargalhava, torcia pro Esporte Clube Bahia e fazia questão de ouvir "A bênção, pai" todo dia.

José Cardoso dos Santos, 60 anos

A alegria estava onde ele ia e no que fazia: no trabalho, na torcida pelo Bahia e na convivência com a família.

José Cosme dos Santos Costa, 60 anos

Devoto de Santa Dulce dos Pobres e de coração acolhedor, era fã de Chiclete com Banana e não perdia um carnaval.

José Irandir Alves da Silva, 71 anos

Entre todas as coisas que gostava de fazer, dormir com uma toalha na cabeça era a mais curiosa.

José Júlio Reis, 82 anos

Sempre sorrindo, dançava e se divertia nos Carnavais e serestas que tanto amava.

José Vitor Ferreira Góes, 37 anos

Um apaixonado torcedor do Bahia que era pura alegria, bondade e amor.

Joselice Guimarães dos Santos, 63 anos

A taxista mais simpática de Salvador.

Josenilton Machado da Silva, 52 anos

Era o despertador da família e um profissional tão dedicado que está em um porta-retratos na casa dos patrões.

Josina Oliveira, 80 anos

Era impecável em tudo que se dispunha a fazer e determinada a realizar seus sonhos.

Julia Maria de Jesus, 72 anos

Nos lábios sempre um batom vermelho, os cabelos ela enrolava na véspera para amanhecerem impecáveis.

Julieta dos Santos, 82 anos

Mãe de dez, avó de vinte e quatro, bisa de seis. "Família" era seu sobrenome.

Juscelino de Jesus Silva Cardoso, 64 anos

A falta de estudos não o impediu de ser um grande mestre na vida.

Justiniana Maria da Luz, 87 anos

Sua espiritualidade incluía ação e oração. Diariamente rezava o terço e, sem contar a ninguém, ajudava as pessoas.

Kleber Dias Barbosa, 50 anos

Líder comunitário que teve como lema de vida um mundo melhor para todos.

Leoncio Cardoso, 85 anos

Amava os passarinhos, e as gaiolas que fazia eram só para não deixar escapar sua paixão por eles.

Levita Pina Lins, 86 anos

Gostava de estar cercada das três gerações de mulheres que ajudou criar. Para elas, deixou de herança a força.

Lindaura Santana Fidelis, 70 anos

Religiosa e tímida se descobriu cantora, jamais participava do coral sem estar com os longos cabelos lindíssimos.

Lourival Goes Santana, 68 anos

Acreditava e dizia: "tudo vai melhorar, só precisamos acreditar e esperar".

Lucas Suzart Barbarino da Costa, 25 anos

Nunca gostou de lamentos... Superava as dificuldades com alegria.

Lucia Desideria Pires, 58 anos

Dona de um sorriso fácil e de um coração de lágrimas.

Lycia Margarida Brandão Cavalcante, 83 anos

Uma mulher de coração bom, guerreira da vida.

Manoel de Araújo, 84 anos

Alegre e bastante ativo, gostava de trabalhar como pedreiro.

Marcelo Anderson da Silva Lima, 44 anos

O Dr. Piabinha, que queria operar peixinhos quando criança, tornou-se o respeitado o Dr. Marcelo anos depois.

Maria Amélia Freitas do Carmo, 77 anos

Melhor amiga da Bené, amava a família e camarão. Não atendia ligações na hora de suas sagradas novelas.

Maria Carina Ricardo de Souza, 40 anos

Generosa e apaixonada por borboletas, gostava de tudo que as tivesse.

Maria das Dores de Araújo Damasceno, 64 anos

Sua vida foi uma verdadeira lição e testemunho de amor ao próximo e a Deus.

Maria das Mercês Rodrigues dos Santos, 63 anos

Mulher guerreira! Sem a sua alegria, o céu de Barra de Jacuípe não será mais tão azul.

Maria de Lourdes de Lima Palmeira, 77 anos

Uma mulher empoderada, perfeita e determinada.

Maria de Lourdes Santana da Silva, 69 anos

Reunia-se sempre com a família, onde quer que fosse, porque prezava a união de todos e queria estar presente.

Maria Ferreira de Castilho, 74 anos

Levava na malinha a felicidade em forma de roupa nova, batendo de porta em porta, fazia a alegria da mulherada.

Maria José dos Santos, 60 anos

A melhor amiga, companheira de vida e porto seguro da filha.

Maria Luiza Pimentel do Carmo Souza, 82 anos

Nordestina arretada, podia ser definida em duas palavras: força e amor.

Maria Raimunda Silva da Anunciação, 66 anos

Bastava olhar para a lua e as estrelas que vinha a vontade de conversar sobre o mistério da vida.

Maria Selma Santos da Conceição, 53 anos

Cheia de amor e alegria, Selma do Mulungu dançava desde que acordava até a hora de ir dormir.

Marileide Chaves de Andrade, 51 anos

Era uma verdadeira formiguinha, não resistia a um bom doce, mesmo que não pudesse comê-los.

Marinilza Guimarães Santos, 74 anos

Suas fotos sempre tinham uma flor... Amava as rosas, mas as orquídeas eram as suas favoritas.

Mary Rangel Bastos Dias, 55 anos

Sogra amada, famosa pelo carinho, bom humor e alegria de viver. Adorava cantar e tomar sua cerveja.

Myrthes Bacelar da Silva Chaves, 91 anos

De rouge, batom, perfume e espelhinho na bolsa, estava sempre pronta para tudo.

Nélia Silva Guedes, 84 anos

Orientava os netos em relação ao que era certo e ao que deveria ser recusado por corromper o caráter.

Noélia Sena Santos, 69 anos

Professora amada por seus alunos e ex-alunos, era uma eterna adolescente em busca de felicidade.

Olga Stela de Souza Pedreira de Freitas, 68 anos

Preferia aproveitar o caminho a se preocupar com o destino.

Orlando Guedes de Matos Júnior, 34 anos

Baiano que não reclamava da vida. Trabalhava na rua 25 de Março e amava a sua família.

Osvaldo Fernandes de Souza, 77 anos

Os momentos mais preciosos para Seu Osvaldo eram passados em família, na fazenda: era lá o seu lugar de paz.

Osvaldo Guedes, 87 anos

Quando não queria atender alguém, se escondia atrás da janela que, por sinal, era transparente. Todo mundo ria.

Paulo César Ribeiro da Silva, 55 anos

Um saudosista que contava histórias como ninguém.

Paulo Roberto Minervino Russo, 67 anos

Ele foi uma imensidão de afeto e coragem diluídos num mar de amor.

Paulo Sérgio Cursino Roriz, 73 anos

Todos os dias, ao sair do banho, secava os cabelos no ventilador e seguia para o consultório.

Pedro de Souza, 69 anos

Dedicado em tudo que fazia, disciplinado e vitorioso, cobriu os familiares de cuidado, amor e afeto.

Renato Borges Varjão, 73 anos

Em seu comércio, tratava todo mundo como “meu filho” ou “minha filha” e conquistava a todos com seu sorriso.

Renato Cortês, 90 anos

Se vestia de forma simples e elegante, suas calças tinham que ter vincos e estar sempre muito bem passadas.

Rennyl Nascimento dos Santos, 72 anos

Um anjo bom que, além dos filhos gerados, tinha muitos filhos do coração.

Ronaldo Neri de Souza, 40 anos

O homem determinado, que ofereceu muito mais que empregos para a sua comunidade.

Rosângela Rebouças dos Santos, 65 anos

Mulher trabalhadora que nunca desistiu de seus sonhos e era exemplo de luta e perseverança.

Rui Sérgio Ferreira Gaspar, 57 anos

Tendo a família como o melhor que a vida lhe deu, falava com naturalidade frases como "eu te amo".

Salvador José Pereira Ribeiro, 65 anos

Roqueiro, colecionador de carrinhos e apreciador de cervejas diferentes.

Samuel Moraes de Jesus, 33 anos

Pilotava motos com destreza; as máquinas eram seus brinquedos.

Tânia Regina Pereira Santos, 53 anos

Com o coração tão cheio de amor foi, além de mãe, a melhor amiga das filhas.

Terezinha Pio da Silva, 67 anos

Conquistou tudo sozinha, com o fruto do seu trabalho e primava por manter a família unida.

Tiago Paiva Miranda, 38 anos

Cheio de vontade de viver. Ele gostava de tomar umas cervejinhas com os pais nos finais de semana.

Ulisses Antônio Souza Guedes, 54 anos

O pôr do sol da praia do Farol da Barra em Salvador perdeu seu mais ilustre espectador.

Valdete Silveira, 93 anos

Uma fortaleza na vida e uma doçura no trato, Detinha foi dona de si e muito apaixonada por cuidar da família.

Valdice Arcanjo dos Santos, 85 anos

Comandou a família com amor e semeou a generosidade. Fez jus ao sobrenome e ajudou sem olhar a quem.

Valdivio Leal da Cruz, 55 anos

Perpetuou sua missão de cuidado e atenção aos pais.

Valdo José Martins, 70 anos

Transformava tecidos, espumas, linhas, pregos e madeiras nos estofados mais bonitos da cidade.

Vitorio Marchesini Junior, 78 anos

Médico cuidadoso, deixa uma reflexão sobre a importância da família.

Walkyria Rocha dos Santos, 69 anos

Caso se ouvisse uma risada alta na beira da praia ou nos corredores da escola, podia saber: lá vinha a Walkyria!

Weliton Luiz Maia das Virgens, 62 anos

Com musicalidade e devoção atuou de forma exemplar em sua comunidade religiosa.

Wellington dos Santos, 67 anos

Extrovertido, alegre e generoso. Doce como os doces que fazia.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa