INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Bahia

Adirce Lima Nobre, 85 anos

Ela era puro amor! Tinha o sorriso largo e o abraço mais acolhedor do mundo.

Álvaro Jardim Fernandes, 26 anos

Aquele que estava sempre rindo e fazendo rir.

Antonio Santos Souza Filho, 80 anos

Ele era a própria festa. Todo domingo vestia sua roupa mais alinhada, branca, e um chapéu de sua coleção.

Avani Matos Rodrigues, 71 anos

A Dona Benta da Bahia.

Carlos Alberto Fiusa de Castro Filho, 74 anos

Foi brilhante em todos os caminhos que trilhou.

Cícero Clemente de Sousa, 58 anos

Apaixonado por pescarias e pimentas em conserva.

Clédes Magaly Gomes Rosa, 74 anos

Reverenciada por onde passasse, seu coração era uma casa cheia.

Cristiane Cortes dos Santos, 32 anos

Mulher batalhadora que esbanjava alegria e tinha um coração cheio de amor pela filha Sophia.

Edite Vieira Lima, 87 anos

Sempre sentava na frente de casa para conversar com as vizinhas.

Edvaldo Vilas Boas, 56 anos

Como todo baiano, gostava de ouvir samba, o bom e velho samba da Bahia.

Eschyle Julia dos Santos Miranda, 18 anos

Uma jovem sonhadora, que tinha "cheiro" de Jesus e encantava todos com sua doçura.

Franklin de Araújo Ponchet, 69 anos

Um homem que transbordava luz, e fez disso seu ofício: iluminar todos os lugares por onde passava.

Gilson Souza de Jesus, 62 anos

Pense no sol de Salvador. Pensou? Ainda mais pontual, quentinho e radiante era o “bom dia” de seu Gilson.

Iramar Carneiro de Oliveira, 43 anos

Para ele, dava pra ser oito e oitenta ao mesmo tempo.

Jaime Chen Tsong Miin, 73 anos

Trabalhador incansável e sempre bem humorado, confortava a todos dizendo: “A vida é assim mesmo!”

Jaqueline dos Santos, 38 anos

Seu passatempo favorito, sem dúvidas, era descobrir coisas novas e se redescobrir.

João Rodrigues Souza, 79 anos

Suas mãos grandes e grossas, de uma vida de serviço pesado, tocavam com leveza e graça o cavaquinho nas festas.

Joílson da Encarnação Silva, 52 anos

Em algum lugar, tem um axé bem alto tocando... é Joca, pedalando, com seu grande sorriso!

José Irandir Alves da Silva, 71 anos

Entre todas as coisas que gostava de fazer, dormir com uma toalha na cabeça era a mais curiosa.

Joselice Guimarães dos Santos, 63 anos

A taxista mais simpática de Salvador.

Julieta dos Santos, 82 anos

Mãe de dez, avó de vinte e quatro, bisa de seis. "Família" era seu sobrenome.

Larissa Correia, 33 anos

"Vou na sua casa pra você não morrer de saudades de mim", dizia ela antes de visitar a amiga.

Levita Pina Lins, 86 anos

Gostava de estar cercada das três gerações de mulheres que ajudou criar. Para elas, deixou de herança a força.

Lourival Goes Santana, 68 anos

Acreditava e dizia: "tudo vai melhorar, só precisamos acreditar e esperar".

Lucas Suzart Barbarino da Costa, 25 anos

Nunca gostou de lamentos... Superava as dificuldades com alegria.

Marcelo de Souza Moura, 41 anos

Um homem de família, que amava o trabalho e o mar.

Maria das Mercês Rodrigues dos Santos, 63 anos

Mulher guerreira! Sem a sua alegria, o céu de Barra de Jacuípe não será mais tão azul.

Maria Ferreira de Castilho, 74 anos

Levava na malinha a felicidade em forma de roupa nova, batendo de porta em porta, fazia a alegria da mulherada.

Maria Helena Pereira de Souza, 69 anos

Ensinou a amar. Não por palavras, por gestos... A mãe de todos nós tinha um sorriso e um olhar inconfundíveis.

Olavo Gonçalves de Oliveira, 99 anos

Amante das tardes, olhava pro céu e dizia: "hoje tá bonito pra chuva!", e não é que chovia?

Olga Stela de Souza Pedreira de Freitas, 68 anos

Preferia aproveitar o caminho a se preocupar com o destino.

Orlando Guedes de Matos Júnior, 34 anos

Baiano que não reclamava da vida. Trabalhava na rua 25 de Março e amava a sua família.

Osmar Soares, 78 anos

Quando ele começava uma prosa não tinha hora pra parar!

Paulo César Ribeiro da Silva, 55 anos

Um saudosista que contava histórias como ninguém.

Ramon Barbosa Santos, 43 anos

Seu perfume era inebriante. Deixou seu cheiro de saudade.

Reinalda Conceição, 72 anos

Uma mulher de alma pura, que amava bonecas, a Branca de Neve e os sete anões.

Rejane Santana da Silva, 43 anos

Ela era aquela pessoa que te ouve na insônia, que sabe da sua vida e que soma amizades por onde passa.

Rennyl Nascimento dos Santos, 72 anos

Um anjo bom que, além dos filhos gerados, tinha muitos filhos do coração.

Ronaldo Neri de Souza, 40 anos

O homem determinado, que ofereceu muito mais que empregos para a sua comunidade.

Salvador José Pereira Ribeiro, 65 anos

Roqueiro, colecionador de carrinhos e apreciador de cervejas diferentes.

Salvo Barradas, 73 anos

Só havia uma coisa fazia seu coração bater mais forte que um jogo do Bahia: o amor pela família.

Terezinha Pio da Silva, 67 anos

Conquistou tudo sozinha, com o fruto do seu trabalho e primava por manter a família unida.

Wellington dos Santos, 67 anos

Extrovertido, alegre e generoso. Doce como os doces que fazia.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa