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Cleonice Rodrigues Correia

1968 - 2020

Foi morada de luz e amor. Para os seus, era a certeza de ter para onde voltar na alegria e na tristeza.

Seus braços se faziam morada, como descreve a sobrinha Ana Karolina: "Tia Cleo era dona de um dos abraços mais acolhedores e aconchegantes da vida”.

Seus olhos enxergavam o lado bom de tudo. “Ela sempre dizia que não era preciso se preocupar quando algo ruim acontecia porque dias melhores sempre estavam por vir”, afirma a sobrinha.

Seus ouvidos não viviam sem música. Era a fonte de inspiração para afastar os males e não sabia o que era mau humor. Sua luz iluminava a vida de todos que tiveram a sorte de tê-la por perto. Tia Cleo estava sempre disposta a ajudar quem quer que fosse.

Sua essência era o amor. “Não tinha ninguém que a conhecesse e não a amasse logo de cara”, conta Ana Karolina, que lamenta sua ausência: “Uma perda irreparável.”

A luz e o amor de Cleonice presentes em seus abraços, conselhos, humor e ajuda agora fazem morada nos corações daqueles que tiveram o privilégio de ter convivido com ela.

Cleonice nasceu em Igarapé-Miri (PA) e faleceu em Belém (PA), aos 51 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela sobrinha de Cleonice, Ana Karolina Moraes Maia. Este tributo foi apurado por Carla Cruz, editado por Rosimeire Seixas, revisado por Paola Mariz e moderado por Rayane Urani em 31 de julho de 2020.